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Trabalho envenenado. Uso de agrotóxicos afeta diretamente os trabalhadores rurais, por Viviane Tavares

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Embora trágico, isso já não é mais novidade. No entanto, recentes pesquisas latino-americanas mostram que, além da intoxicação via alimentos, os trabalhadores também tem sofrido com esse impacto. E essa realidade está longe de ser mudada. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na safra 2010/2011, o consumo foi de 936 mil toneladas de agrotóxicos, movimentando US$ 8,5 bilhões entre dez empresas que controlam 75% desse mercado no país.

Os países a favor da biologia sintética contra o resto do mundo.

Aumenta a tensão nas negociações da 12ª Conferência das Partes do Convênio sobre Diversidade Biológica (CDB –COP12) das Nações Unidas a respeito da regulação da biologia sintética. Entre os 94 países que participam da Conferência, um pequeno clube de nações ricas, com poderosas indústrias biotecnológicas (Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Japão, Suíça, Brasil e a União Europeia), tem se oposto aos países da África, do Sudeste Asiático, América Latina e do Caribe sobre a necessidade de uma governança internacional para a também chamada engenharia genética extrema.

Do Transgênico ao Sintético: como a biologia sintética escapa da Lei.

Produtos derivados da biologia sintética, uma nova tecnologia que cresce rapidamente, estão chegando para invadir o mercado sem uma estruturação de legislações e regulamentações no espaço que exija uma avaliação pré mercado de seus riscos únicos tanto quanto à saúde como ao ambiente. Num futuro muitíssimo próximo, uma série de produtos alimentícios e agrícolas podem estar sendo colocados tanto no mercado sem rotulagem como nos ecossistemas naturais sem controles de biossegurança ou ainda entendermos sobre seus efeitos destes organismos sinteticamente modificados/OSM sobre a diversidade biológica.

O consumo sustentável como item de sobrevivência para o futuro.

Duas datas em outubro convidam o brasileiro para repensar seu papel diante da sustentabilidade. A primeira é o Dia do Consumo Sustentável, instituído pelo Ministério do Meio Ambiente em 15 de outubro de 2009 para despertar a atenção das pessoas sobre o tema. Quatro dias depois, temos o início do horário de verão para a maioria dos estados brasileiros. O objetivo é prático: adiantar uma hora nos relógios para estender o dia e economizar energia. Porém, mesmo com eventos tão importantes, o país continua longe de implementar o consumo consciente na sociedade.

Ecovias lança E-book sobre aves da Serra do Mar.

Estar dentro da Serra do Mar e se aproximar das aves que a habitam, ouvindo o som e admirando a peculiaridade de cada uma delas, agora já é possível até mesmo sem sair de casa. A Ecovias, em parceria com o Instituto de Biodiversidade, lança o E-book (livro digital) “Aves da Serra do Mar”, disponível a partir de hoje, 6, para download.

Bioética, biopolítica e tanatopolítica. A obsessão doentia pela saúde perfeita. Entrevista especial com Anna Quintanas.

“A bioética nasceu como cinto de segurança para uma vida que se pressentia, (...) ameaçada por múltiplos flancos”, diz Anna Quintanas à IHU On-Line, ao comentar que o estudo transdisciplinar entre as áreas da Saúde, da Biologia, da Filosofia e das Ciências Jurídicas surgiu, “enquanto preocupação com a vida”, no contexto da Primeira e da Segunda Guerra Mundial, “quando a morte e a destruição chegaram a limites inimagináveis para as gerações anteriores”.

Projeto brasileiro de conservação da natureza é mostrado em conferência da ONU.

Uma iniciativa pioneira no Brasil no pagamento por serviços ambientais (PSA), o Projeto Oásis, será um dos destaques do fórum que ocorre no próximo dia 15, durante a 12ª Conferência das Partes (COP 12) da Conferência sobre Diversidade Biológica (CDB) das Nações Unidas, na Coreia do Sul. O projeto mescla conservação da natureza e economia e visa à proteção de mananciais de abastecimento público de água, por meio de parcerias entre instituições públicas e privadas e representantes da sociedade civil.

Os oceanos pedem ajuda aos gritos por causa do lixo plástico.

Um albatroz de pata negra alimentando seus filhotes com bolinhas de plástico, um bebê foca no Polo Norte com um saco enrolado no pescoço ou um barco de pesca perdido em alto mar porque um aparelho de pesca se enroscou na hélice, são exemplos que multiplicados por mil dão ideia do estado dos oceanos. Estima-se que cerca de 13 mil dejetos plásticos flutuam para cada quilômetros quadrado de oceano e que 6,4 milhões de toneladas de lixo desembocam neles a cada ano.

Remédios na natureza fazem peixes machos ficarem femininos.

Nós, seres humanos, tomamos paracetamol para dor de cabeça, contraceptivos para evitar a gravidez e Prozac para a depressão. Mas para onde vão os resíduos destas substâncias uma vez cumprida a sua função? O corpo humano elimina muitos dos medicamentos que ingerimos através da urina. A urina vai para os esgotos e, depois de atravessar um sistema imperfeito de purificação, os resíduos desembocam nos rios que alimentam o planeta.