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Países comemoram a entrada em vigor do Protocolo de Nagoya. O Brasil, não.

Entrou em vigor neste domingo, 12 de outubro, o Protocolo de Nagoya, o acordo internacional que regulamenta o acesso aos recursos genéticos e o compartilhamento de benefícios da biodiversidade. Foi uma vitória e tanto para a Convenção da Biodiversidade Biológica – CDB das Nações Unidas, que está reunida em Pyeongchang, na Coreia do Sul. O anúncio foi bastante comemorado, pois é uma sinalização clara de que os países começam a dar valor à sua biodiversidade. O Brasil, porém, não pode participar da festa.

Vende-se: vida sintética.

Estamos diante de um desvio na história das biotecnologias, engenharia genética extrema, biologia construtiva ou intencional? Uma zona de confluência das tecnologias da informação e da engenharia com as ciências da vida? "Suspeito que a biologia sintética será uma das tecnologias-chave do século XXI, fornecendo a maioria dos compostos sintéticos (incluindo novas fontes de combustível), e vai dominar as indústrias terapêuticas", diz Brian Johnson, do grupo Biociência para a Sociedade, do Conselho de Pesquisa em Biotecnologia e Ciências Biológicas do Reino Unido. Mais que a bricolagem de algumas receitas genéticas (genes) entre organismos não-aparentados, como plantas e bactérias, a aposta agora está em ir além da tecnologia do DNA recombinante e redesenhar a vida.

Para os próximos 4 anos…

Ser Presidente do Brasil significa estar à frente da maior potência megabiodiversa do mundo (aproximadamente 20% das espécies conhecidas e catalogadas pelos cientistas estão aqui), da maior floresta tropical úmida, do maior estoque de solo fértil e do maior volume de água doce do planeta.

Em nota organizações dizem que suspensão da liminar da usina de São Manoel é um ataque aos indígenas pelas costas.

Organizações sociais e movimentos indígenas divulgaram hoje (8) uma nota pública em repúdio a suspensão da liminar que paralisava o licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica de São Manoel, até que fossem realizadas consultas aos povos indígenas potencialmente impactados pelas obras. O recuo foi considerado um “ataque pelas costas” aos indígenas.

Arranjos da floresta.

Não faz muito tempo, na visão dos extrativistas da localidade Furo do Gil, no município de Breves (PA), Ilha do Marajó, sementes de murumuru tinham utilidade e valor apenas na dieta de porcos selvagens que as consomem na Floresta Amazônica. A percepção mudou após o grupo ter sido apresentado neste ano a xampus da linha profissional e outros produtos finais fabricados pela multinacional de cosméticos L’Oréal com a matéria-prima típica da região. Para os produtores a experiência reforçou a expectativa de que é economicamente mais vantajoso manter árvores do que derrubá-las para criar gado. Por outro lado, na visita ao trabalho de coleta na comunidade, a indústria reconheceu de perto o valor socioambiental e econômico por trás do insumo que utiliza a milhares de quilômetros dali.

ONGs querem Amazônia como prioridade no próximo governo.

Três das principais ONGs que atuam na Amazônia decidiram se unir e apelar aos dois presidenciáveis que disputam o segundo turno na eleições deste ano em nome do desenvolvimento sustentável da Amazônia. A plataforma Amazônia e as Eleições 2014: Oportunidades e Desafios para o Desenvolvimento Sustentável traz uma profunda análise da região e propõe recomendações que serão enviadas aos candidatos à presidência da República. O documento foi elaborado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e Amigos da Terra – Amazônia Brasileira.

Químicos nos alimentos.

Os métodos modernos de produção de alimentos têm aberto imensas avenidas para a exposição a carcinogênicos ambientais e compostos disruptores endócrinos. Agrotóxicos espargidos sobre os cultivos, antibióticos empregados na avicultura e hormônios dados aos bovinos, expõem os consumidores involuntariamente a contaminantes que acabam se tornando parte integrante de seus organismos. Algumas destas exposições podem aumentar o risco ao câncer de mama.

A biologia sintética poderia abrir outra caixa de Pandora.

Haiti, o país mais pobre do ocidente, é o principal produtor mundial de vetiver e é impossível ignorar sua presença no sudoeste da nação caribenha. Porém os agricultores que o cultivam com dificuldades poderiam receber um duro golpe com a chegada de uma nova indústria: a biologia sintética. No caminho de Les Cayes, uma das maiores cidades do sul haitiano, ficamos maravilhados com os campos de vetiver de ambos os lados da estrada. E o mesmo sucede quando vamos daí para Port Salut.