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Bioética, biopolítica e biopoder.

"Como em várias outras situações, o que foi um desenvolvimento científico voltado a melhorar o viver das pessoas acaba sendo utilizado com outras finalidades", escreve José Roberto Goldim, professor de bioética, em artigo publicado pelo jornal Zero Hora, 23-10-2014.

Nanotecnologia e segurança do trabalho: impactos toxicológicos e psicológicos. Entrevista especial com Arline Arcuri.

O “segredo industrial” tem dificultado as pesquisas acerca dos impactos das nanotecnologias na saúde do trabalhador, informa Arline Arcuri à IHU On-Line. Pesquisadora da Fundacentro, instituição ligada ao Ministério do Trabalho, Arline menciona que é difícil saber quantas e quais empresas estão desenvolvendo produtos com nanopartículas no Brasil, porque há sigilo em torno das informações e ainda falta regulamentação na área.

A inquietante insuficiência humana diante da técnica.

"Inquietante não é o fato que o mundo se transforme num grande aparato técnico, o mais inquietante é que não estejamos preparados para isso. Há ainda um terceiro grau de inquietude, o de que não temos uma alternativa ao pensamento calculista, por isso na Idade da Técnica não sabemos o que é bom, o que é bonito, o que é santo, apenas o que é útil", finalizou Umberto Galimberti (na bancada à esquerda), parafraseando Heidegger, na conferência O ser humano na idade da técnica: niilismo e esperança. O evento foi realizado na quarta-feira, 21-10-2014, no Auditório Central da Unisinos.

Seca de São Paulo: entenda por que a carne, o leite e o queijo na sua mesa estão influenciando a falta de água na sua torneira.

Já não é nenhuma novidade o fato de que o estado de São Paulo está à beira do colapso no abastecimento de água. Os reservatórios do Sistema Cantareira já estão com menos de 5% da capacidade, mesmo com o uso do primeiro lote do chamado volume morto. E diversas cidades metropolitanas e interioranas e muitos bairros da capital paulista estão enfrentando interrupções cada vez mais longas e frequentes no fornecimento de água. Você não sabia, mas essa seca tem ligação íntima com a carne que você come e o leite que você toma.

As camponesas que dizem não aos transgênicos.

Argentinas e brasileiras são protagonistas de frentes de resistência ao modelo de agricultura industrial. Elas se autodescrevem como camponesas. São agricultoras, meeiras, sem-terra, boias-frias, assentadas, extrativistas... Em sua maioria, índias, negras e descendentes de europeus. Para a jornalista e pesquisadora da Unicamp Márcia Maria Tait Lima, que estudou este grupo de mulheres no Brasil e Argentina, as camponesas dos dois países são, hoje, protagonistas da luta contra o modelo de agricultura industrial, contra as sementes transgênicas e pela soberania alimentar na América Latina.

Novas evidências relacionam doenças mentais e suicídio de agricultores a uso de pesticidas.

Em sua fazenda no estado do Iowa, nos Estados Unidos, Matt Peters trabalhava do nascer ao pôr do sol plantando 1500 acres com sementes tratadas com pesticidas. "Sempre me preocupava com ele nas primaveras", diz a esposa Ginnie, "e me sentia aliviada quando ele terminava o trabalho". Em 2011, o marido "calmo, racional e carinhoso" se tornou subitamente deprimido e agitado. "Ele me disse: 'Eu me sinto paralisado'", conta. "Ele não conseguia dormir ou pensar. Do nada, ficou deprimido".

Governo anuncia novas áreas protegidas, mas lista de espera ainda é grande.

As vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, o governo federal anunciou a criação de uma série de áreas protegidas que a sociedade civil reivindicava e que estavam paradas há anos. A maior parte delas na Amazônia. De uma só tacada, em menos de 24 horas, foram publicadas no Diário Oficial a criação de seis novas Unidades de Conservação e a ampliação de outras duas. Juntas, elas acrescentam ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC um total nada desprezível de cerca de 260 mil hectares em biomas como a Amazônia, a Mata Atlântica e o Cerrado. (Veja o quadro*)

O pássaro sobrevive, mas a um preço que não enobrece ninguém.

"Naomi Klein é uma escritora talentosa e há poucas dúvidas sobre o problema que ela identifica. Anos de afirmações de céticos quanto ao aquecimento mundial obscureceram a compreensão pública sobre o que os cientistas estabeleceram em relação às mudanças climáticas", escreve Pilita Clark, jornalista, em artigo publicado pelo Financial Times e reproduzido pelo jornal Valor, 14-10-2014. A tradução é de Sabino Ahumada.