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O fardo do Homem Branco.

Cumplicidade com genocídio dos palestinos marca declínio do Ocidente. E cada criança morta é um prego no caixão da velha democracia. Para o jornalista português Nuno Ramos de Almeida, “não existirá democracia enquanto permitirmos, sem reagir, o massacre dos palestinos. A luta pela paz e uma Palestina independente é um combate pela nossa liberdade e pela afirmação dos seres humanos contra as bestas”. Seu artigo é publicado por Outras Palavras, 23-07-2014.

Coltan, da mina ao celular.

Nossas tecnologias contêm minerais que financiam a guerra no Congo. No leste do país encontram-se 80% das reservas mundiais de um deles, o coltan. A Ong navarra Alboan trabalha para regularizar seu comércio internacional.

Brasil não ratifica protocolo de Nagoya sobre biodiversidade.

O prazo para o Brasil garantir assento à mesa das negociações sobre as regras internacionais da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB) no mundo se esgotou. O Secretário da CDB, o brasileiro Bráulio Dias, anunciou a entrada em vigor hoje, 11/07/2014, do Protocolo de Nagoya sobre Acesso a Recursos Genéticos e Repartição Justa e Equitativa de Benefícios Derivados de sua Utilização, adotado em 2010 no âmbito da CDB.

Dívida da Argentina não tem justificativa legal, nem administrativa, nem financeira.

“O exemplo argentino evidencia o imenso poder do setor financeiro privado no mundo atual; mostra como a corte suprema do país mais rico do mundo pende em defesa de um questionável fundo abrigado em paraíso fiscal, em detrimento de um país”, diz a auditora fiscal. “Existem diversas contradições nesse episódio”, declara Maria Lúcia Fattorelli ao comentar a dívida pública argentina, que já alcança o montante de 1,3 bilhão de dólares. Entre elas, aponta, o “absurdo evidenciado pela condenação de um país por uma decisão proferida pelo poder judiciário de outro país, ignorando a soberania nacional que cada país possui”.

O que significa quando a vanguarda capitalista começa a falar sobre desigualdade?

"Agora não é apenas George Soros, o bilionário de fundos especulativos, que alegremente se descreve como um traidor da classe e que tem se preocupado com as deficiências do que ele chama de fundamentalismo do livre mercado por décadas. Entre os plutocratas, esta perspectiva outrora radical está se popularizando", escreve Chrystia Freeland, representante de Toronto no Parlamento do Canadá, jornalista e autora do livro Plutocrats: the rise of the New Global Super-Rich and the Fall of Everyone Else.

O capitalismo selvagem está de volta e não irá se domesticar.

"O que aconteceu na Europa ocidental e na América do Norte entre aproximadamente 1917 e 1975 – quando o capitalismo criou, de fato, um crescimento alto e uma desigualdade menor – foi algo como uma anomalia histórica. Há uma percepção crescente entre os historiadores da economia de que este foi, de fato, o caso", escreve David Graeber, antropólogo, em artigo publicado pelo jornal The Guardian, 30-05- 2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Surpresa: uma tecnologia contra o capitalismo?

"Rifkin não deixa de mencionar, é claro, o imenso poder hoje em mãos dos gigantes que dominam a própria revolução digital.", escreve Ricardo Abramovay, professor titular da FEA e do IRI/USP, pesquisador do CNPq e da Fapesp, e autor de Muito Além da Economia Verde, ed. Planeta Sustentável, em resenha publicada no sítio Outras Palavras, 15-05-2014.

O rock star da economia. Entrevista com Thomas Piketty.

Em seu modesto escritório na Escola de Economia de Paris, quase na periferia da capital francesa, Thomas Piketty, o economista mais famoso do momento, não demonstra qualquer afetação e parece reagir genuinamente com humildade ao estrondoso sucesso de seu livro. "O Capital no Século XXI" é uma obra (de 970 páginas em francês e 685 em inglês, mas de idêntico conteúdo) sobre a história do dinheiro, do patrimônio e do aumento da desigualdade no mundo, que tende a se tornar incontornável no debate econômico.