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Entenda os sistemas de monitoramento da floresta amazônica.

O monitoramento das alterações na cobertura florestal da Amazônia Legal é realizado por três diferentes sistemas: o Deter, o Prodes e o Degrad – este último, dedicado exclusivamente à degradação da floresta. Os três são operados pelo INPE, órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e servem para orientar as políticas governamentais de enfrentamento às causas do desmatamento ilegal. Ao lado desse três sistemas oficiais, a florestas amazônica é monitorada pelo Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD). Operada pela organização não-governamental Imazon, sediada em Belém, essa ferramenta tem perfil semelhante ao do Deter e se destina a gerar alertas periódicos de desmatamento.

Brasil participa de projeto de preservação da Amazônia em parceria com sete países sul-americanos.

Um projeto de preservação da Amazônia está sendo elaborado por oito países da América do Sul, dentre os quais o Brasil está incluído, uma vez que seus recursos naturais são cruciais para a segurança alimentar, a economia e biodiversidade globais. A iniciativa Visão Amazônica será financiada pela União Europeia e conta com a participação de Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.

Governo anuncia novas áreas protegidas, mas lista de espera ainda é grande.

As vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, o governo federal anunciou a criação de uma série de áreas protegidas que a sociedade civil reivindicava e que estavam paradas há anos. A maior parte delas na Amazônia. De uma só tacada, em menos de 24 horas, foram publicadas no Diário Oficial a criação de seis novas Unidades de Conservação e a ampliação de outras duas. Juntas, elas acrescentam ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC um total nada desprezível de cerca de 260 mil hectares em biomas como a Amazônia, a Mata Atlântica e o Cerrado. (Veja o quadro*)

Para os próximos 4 anos…

Ser Presidente do Brasil significa estar à frente da maior potência megabiodiversa do mundo (aproximadamente 20% das espécies conhecidas e catalogadas pelos cientistas estão aqui), da maior floresta tropical úmida, do maior estoque de solo fértil e do maior volume de água doce do planeta.

Arranjos da floresta.

Não faz muito tempo, na visão dos extrativistas da localidade Furo do Gil, no município de Breves (PA), Ilha do Marajó, sementes de murumuru tinham utilidade e valor apenas na dieta de porcos selvagens que as consomem na Floresta Amazônica. A percepção mudou após o grupo ter sido apresentado neste ano a xampus da linha profissional e outros produtos finais fabricados pela multinacional de cosméticos L’Oréal com a matéria-prima típica da região. Para os produtores a experiência reforçou a expectativa de que é economicamente mais vantajoso manter árvores do que derrubá-las para criar gado. Por outro lado, na visita ao trabalho de coleta na comunidade, a indústria reconheceu de perto o valor socioambiental e econômico por trás do insumo que utiliza a milhares de quilômetros dali.

ONGs querem Amazônia como prioridade no próximo governo.

Três das principais ONGs que atuam na Amazônia decidiram se unir e apelar aos dois presidenciáveis que disputam o segundo turno na eleições deste ano em nome do desenvolvimento sustentável da Amazônia. A plataforma Amazônia e as Eleições 2014: Oportunidades e Desafios para o Desenvolvimento Sustentável traz uma profunda análise da região e propõe recomendações que serão enviadas aos candidatos à presidência da República. O documento foi elaborado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e Amigos da Terra – Amazônia Brasileira.

O pó de fadas da Amazônia.

Ele foi o primeiro a falar no III Encontro Panamazônico realizado em Lima, nos dias 6 e 7 de agosto. Tem um discurso apaixonado e uma qualidade um tanto rara para um cientista: sabe combinar dados com histórias, explicação com emoção. Antonio Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), conta nesta conversa qual é a mágica da Amazônia, em que consistem seus segredos e por que as mudanças climáticas e o desmatamento a ameaçam seriamente...

Água: o que há em comum entre Sikri, Ilha de Páscoa e São Paulo.

Crises não são novidade. Depois que ocorrem, após algum tempo para análise, surgem várias explicações sobre suas causas e sobre o que poderia ter sido feito para evitá-las. Em muitos casos, os estudos de crises passadas criam conhecimento que poderia prevenir futuras. Porém, em certos casos, evitar crises nos demandaria esforços maiores do que gostaríamos empreender e portanto nos entregamos à tendência coletiva de achar que desta vez será diferente. Mas será? Antes de falar da estiagem que aflige São Paulo, vejamos alguns episódios passados sobre crises hídricas, que nos transmitem valiosas lições.

Torre ‘gigante’ vai monitorar Amazônia.

Começou a ser erguida, no coração da selva amazônica, uma torre de 330 metros de altura que vai monitorar de forma contínua, por pelo menos 20 anos, as complexas interações entre a atmosfera e a floresta. Repleto de instrumentos científicos de alta tecnologia, o observatório - que será o maior e mais completo do gênero no mundo - medirá com precisão sem precedentes os fluxos amazônicos de calor, água e gás carbônico, além de analisar minuciosamente os padrões de ventos, umidade, absorção de carbono, formação de nuvens e parâmetros meteorológicos.

Leilão de energia acirra disputa pelo rio Tapajós.

Na semana passada, o Ministério de Minas e Energia publicou, no Diário Oficial da União, uma portaria definindo o leilão da usina hidrelétrica São Luiz do Tapajós, no oeste do Pará, para o dia 15 de dezembro. Parte do polêmico projeto do Complexo do Rio Tapajós, que tem sido criticado pelos impactos negativos que irá causar na região, São Luiz deve gerar cerca de 8 mil Megawatts (MW) e está prevista para entrar em operação em 2019.