Bioma mais degradado do Brasil, Pampa está virando soja e areia

Foi no Pampa do RS e do Uruguai que as Missões tinham suas estâncias onde criavam gado. Depois da expoliação das terras, conjuntamente por Portugal e Espanha, dos Guarani, todo o gado ficou ‘cimarrón’, ou seja, selvagem e provavelmente ainda na mesma visão de extrativismo sem trabalho, esse gado missioneiro pode ter originado, em continuação ao que faziam as Missões, nas charqueadas tanto de Pelotas como dos arredores de Porto Alegre. Será que não? Isso já mostrava a aptidão natural do Pampa ser um bioma adaptado à pecuária. Mas a ganância da colonialidade, fez a reversão para as commodities da soja e do eucalipto. Enfim, essa terra não tem dono, tem oportunista. Leia mais

Agricultura e florestas exóticas cortaram 30% da vegetação nativa do Pampa

Está assustador de como a ideologia do agronegócio está contaminando o mundo rural em todo o mundo. O Rio Grande doSul onde chegou a soja, na década de 60, para cobrir o desmatamento sofrido na região do Planalto Sul-Riograndense, por termos exportado toda a mata original de Araucárias para a recuperação da Europa/Alemanha, foi o berço da modernização da agricultura. Nela vinha imbutida a ‘revolução verde’ dos insumos modernos -agrotóxicos, calcário, adubos solúveis, máquinas, monocultura, latifúndios, sementes híbridas e crédito rural- e ninho onde se gerou toda a ideologia do supremacismo branco eurocêntrico, com sua colonialidade e a doutrina do capitalismo a qualquer custo. E tudo isso plasmou-se no favorecimento do êxodo dos pequenos agricultores para o norte, centro-oeste e nordeste brasileiro, implantando com o beneplácito da ditadura militar, o agronegócio que hoje arrasa todos os ambientes brasileiros e os povos originários. Leia mais

A resistência do espírito: Edgar Morin

Honrando sempre esse grande homem do nosso tempo, em nosso ponto de vista a crise é muito mais civilizatória do que antropológica. Nosso website tem trazido tantos aspectos que mostram que a Humanidade vai muito além do pensamento antropocêntrico europeu. Vemos vários Povos Originários de todos os continentes, demonstrando de que a Vida vai muito além da hegemonia do pensamento eurocêntrico. Vê-se que as corporações supremacistas brancas não têm só uma visão de mundo, mas também uma visão sobre o mundo e mais ainda, uma visão de poder sobre todos os mundos. Uma visão obtusa, egocentrada, narcisista, devastadora, de fantasma faminto e autofágica. Seu suicídio civilizatório quer levar nessa avalanche todos os seres vivos do Planeta junto, para o abismo. Leia mais

Ecologia: Vandana Shiva fustiga as “pobres COPs”

Como sempre, essa grande mulher gesta mais uma esperança e certeza de que a Vida é maior do que a Morte sempre representada pelas corporações do mundo do supremacismo branco eurocêntrico com sua doutrina do capitalismo devastador e demolidor. E a Terra e os humanos no e do campo, com sua determinação de produzir alimentos, é que trarão a Humanidade para um tempo de integração e de humildade que prevalecerá às distopias atuais dessa visão de mundo greco-romana-judaico-muçulmana-cristã. Leia mais

Ftalato e outros: poluentes do ar interior podem ser absorvidos pela pele

Nosso trabalho tem sido trazer para os leitores o quanto nosso foco deve ser sobre quaisquer que sejam as moléculas quando forem sintéticas. Cada vez fica mais claro de que a química sintética foi a maior tragédia que a Humanidade poderia ter escolhido viver por toal ignorância dos efeitos que a cada dia se mostram mais aterrorizadores. Informar-se é o mínimno que poderemos fazer para tirarmos essas moléculas de nossas vidas. A pergunta é: como viveremos daqui para frente? Com as ‘vantagens’ e a ‘praticidade’ que estas moléculas nos trouxeram nos últimos 70 anos ou iremos renunciar a todos esses, aparentes, conforto e eficiência que elas parecem nos envolver? Se a opção civilizatória for a primeira das opções, teremos que viver com todas as doenças e mazelas que elas trazem. Mas se for a segunda, a meta será refazer com uma verdadeira revolução de costumes, todos os nossos hábitos do último século. Leia mais

Ultra-processados e ​​fast food: ligados à exposição a ftalatos em mulheres grávidas

Uma sociedade completamente perdida. De um lado os produtores rurais transformando-se cada vez mais em industriais da terra com suas commodities e seu agronegócio, totalmente dominados pela colonialidade, nas antigas colônias europeias de todo o mundo, e seguindo nas normas dogmáticas do capitalismo mais devastador jamais imaginado. No imenso e poderoso meio as corporações entre o campo e a cidade, elas dominam tanto os produtores rurais como de outro lado os consumidores com seus alimentos ultra-processados e fast food. O que resulta dessa situação? Doenças cada vez mais intensas e diversas, por todo o arsenal químico sintético gerado pelo mundo petroagroquímico que se apropriou tanto do campo como da cidade. Leia mais

Aimé Cesaire e o racismo na histeria contra Lula

Aqui não importa ter sido o Lula que tenha falado sobre a questão Hitler /Holocausto/Israel. O que importa para nós do website é o desvelar que o filósofo de Martinica, Aimé Cesaire, nos traz. A constatação de que o ‘patrimônio’ exclusivo de: ‘sofrimento’, violação, degradação e extermínio dos judeus, pertence somente aos brancos. Para o filósofo, o crime de Hitler foi ele ter praticado contra os supremacistas brancos eurocêntricos. Ou seja, todos os outros holocaustos impetrados pelos supremacistas brancos por todos os continentes, não merecem ser ‘holocaustos’. Esse icônico extermínio com toda a honra que devemos, todo o planeta, reverenciar é só dos brancos europeus que casualmente professam o judaísmo. O resto continua sendo, de acordo com o centro do poder ideológico do supremacismo branco, incluindo para os que professam a colonialidade, só isso: resto de e da humanidade. E assim, como alguém ousa conspurcar esse relicário com o ‘resto’? E vemos que é só e tudo isso. Leia mais

Brasil indígena precisa de outras Forças Armadas

Felizmente por um lado e infelizmente por outro, o que preservou os nossos Povos Originários da sanha de exrtermínio que sempre mobilizou todos, mas todos mesmo, exércitos de todas as colônias, até os dias de hoje, dos três continentes americanos, foi a lição que o nosso honrado Marechal Cândido Rondon, imprimiu a somente alguns dos militares brasileiros. Nunca consegui entender porque as Forças Armadas brasileiras são contra todos os povos nativos e sempre defendem os interesses econômicos de qualquer cidadão que invada as terras que só são preservadas porque ali viveram e vivem os Povos Originários. São esses que devereriam ser honrados e guarnecidos porque tem sido pela mão deles que ainda temos algo que representa o solo pátrio. Todos os outros, supremacistas brancos, são entreguistas, vassalos, cruéis e autofágicos por seu narcismo gerado pela doutrina do capitalismo individualista e devastador. Leia mais

Como o agronegócio despovoa o campo

Os equívocos do agronegócio, em nosso ponto de vista, em sua arrogância ‘tecnológica’ e de aprimoramento da violência que levou à produção de alimentos no mundo, reflete-se não só na agressão aos ambientes, tanto em sua flora como fauna, como na criação de animais, além do criminoso envenenamento de tudo e de todos com seus agrotóxicos e adubos solúveis. Pior ainda, também gera a fome, a criminalidade e a miséria urbana. Como a exígua população abstada tanto do campo como da cidade, não consegue captar o erro do ‘agronecrócio’ em nosso País? Leia mais

Carne: produto agrícola brasileiro mais distante das regras antidesmate da UE

O mais cínico do chamado ‘agronegócio’, ou melhor, ‘agronecrócio’, é que tudo o que é produzido não tem como prioridade o povo brasileiro, o verdadeiro dono de todo o solo nacional, mas sim aqueles que, no boteco dos capitalistas, pagará mais alguns vinténs pelas riquezas da Nação. E assim, os que se apossaram, até com ‘documentação legal’, das terras do País, estão a serviço de seus bolsos e da satisfação dos domadores globais. E os capachos daqui, de quatro, ficam abanando o rabinho para os opressores de sempre. Leia mais