Desmatamento na Amazônia
Desmatamento na Amazônia. Relatório mostra desaceleração do desmatamento entre 2000 e 2013, mas taxas continuam elevadas; um estado de SP foi perdido.
Desmatamento na Amazônia. Relatório mostra desaceleração do desmatamento entre 2000 e 2013, mas taxas continuam elevadas; um estado de SP foi perdido.
O fim de um dos fenômenos naturais mais conhecidos do Amapá, a pororoca, parece ser um caminho sem volta. Mesmo com investigações e estudos anunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) e órgãos ambientais do estado para saber as reais causas e alternativas para o Amapá ter de volta as famosas ondas, especialistas avaliam que o retorno do fenômeno tende a ser irreversível.
A pecuária ocupa mais de 60% das áreas desmatadas na Amazônia. A presidente Dilma Rousseff e a ministra da agricultura, Kátia Abreu, visitaram o pavilhão brasileiro da Expo 2015. A Feira Universal, que […]
Os reflexos do Projeto Grande Carajás, implementado na Amazônia oriental nos anos 1980, podem ser verificados ainda hoje, 30 anos depois, diante do crescimento econômico proporcionado em estados como o Maranhão, que é a 16ª economia entre os estados brasileiros. Contudo, a aparente expansão econômica “não significa melhoria da qualidade de vida” da população que vive no entorno da região onde se desenvolveu o projeto de exploração mineral, avalia Horácio Antunes de Sant'Ana Júnior, na entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line.
Sobre a criação de gado e o aumento do aquecimento global através do efeito estufa, pondera: “Os impactos ambientais da criação extensiva no Brasil são infinitamente menores do que a criação intensiva que ocorre nos países industrializados e desenvolvidos. Feita essa distinção, acredito que o principal problema no Brasil relativo à criação de gado no que tange ao efeito estufa é a emissão de metano devido ao processo de ruminação”. E completa: mesmo nos países desenvolvidos, “a poluição que o gado causa na água e no ar é muito mais importante do que o aumento do efeito estufa. O principal problema nos países industrializados quanto ao efeito estufa é a queima de combustíveis fósseis. Penso que a criação de bovinos confinados causa uma série de outros impactos ambientais que são muito mais relevantes do que o aumento do efeito estufa”.
Em uma das grandes tragédias da nossa era, tradições, histórias, culturas e conhecimentos indígenas estão desfalecendo em todo o mundo. Línguas inteiras e mitologias estão desaparecendo e, em alguns casos, até mesmo grupos indígenas inteiros estão em processo de extinção. Isto é o que chama a atenção para uma tribo na Amazônia – o povo Matsés do Brasil e do Peru –, que criou uma enciclopédia de 500 páginas para que sua medicina tradicional seja ainda mais notável. A enciclopédia, compilada por cinco xamãs com a ajuda do grupo de conservação Acaté, detalha cada planta utilizada pelos Matsés como remédio para curar uma enorme variedade de doenças.
O caderno especial do Jornal O Estado de S. Paulo Favela Amazônia – um novo retrato da floresta (5/7), coordenado por Leonencio Nossa – é documento que precisa ser conhecido por todos. É, ao mesmo tempo, um retrato da devastação no bioma amazônico e um libelo sobre os formatos impiedosos da atuação humana naquela parte do nosso território – e suas consequências dramáticas internamente e para o inquietante drama do clima. Que se pode dizer quando se tem diante dos olhos os números – um terço da população das grandes e médias cidades vivendo em “territórios do tráfico”, condições mais desfavoráveis que a das favelas do Rio e de São Paulo, máfias controlando o programa Bolsa Família? Onde a biodiversidade – alto privilégio para o País – vai sendo perdida em alta velocidade?
Foi um bispo da Amazônia que o Papa Francisco escolheu como consultor para escrever a encíclica sobre ecologia, que será publicada dia 18 de junho. Dom Erwin Kräutler, austríaco, bispo ativo há mais de 50 anos no Brasil, conta pela primeira vez em um livro a sua vida: Eu ouvi o grito da Amazônia. Direitos humanos e criação. Minha luta como bispo (Editrice Missionaria Italiana).
Uma pesquisa do Instituto Federal do Acre recolheu amostras do solo de 17 municípios no estado e constatou, em 16 deles, a presença do pesticida conhecido como DDT. Na década de 70, esse agrotóxico foi amplamente usado no combate à malária na região amazônica. O produto era aplicado pelos ex-agentes públicos que eram ligados à extinta Sucam – Superintendência de Campanhas de Saúde Pública, chamados guardas da malária.
Seca e cheia são fenômenos naturais na Amazônia, aos quais as comunidades ribeirinhas encontram-se bem adaptadas. Nos últimos anos, porém, esses eventos têm se tornado mais extremos, deixando moradores de locais remotos cada vez mais sujeitos à escassez de água, alimentos e sem acesso a transporte, serviços de saúde ou de ensino.