Agrotóxicos: pobre daquele que crê estar seguro pela atuação governamental.

"Apesar do negro cenário, o agrotóxico nosso de cada dia está presente em nossa vida conseguindo atravessar as autoridades fiscalizatórias com inacreditável facilidade. Partindo-se da legislação, pouquíssimas são as substâncias que possuem um limite máximo de exposição permitido ou mesmo um limiar tolerável no meio ambiente", escreve Anderson Valle, biólogo e Agente Ambiental Federal do Ibama.

Outro herbicida em suspenso.

A Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer (IARC), da Organização Mundial de Saúde (OMS), alertou que o herbicida 2,4-D, o segundo mais utilizado na Argentina, é “possivelmente cancerígeno”. O agrotóxico é empregado, entre outros usos, na fase prévia da semeadura de soja e milhos transgênicos. Em março passado, o mesmo organismo internacional havia confirmado que o glifosato produz dano genético (antessala de diversas enfermidades) e também o vinculou ao câncer. O 2,4-D é comercializado por Dow Agrosciences, Nidera e Monsanto.

Agrotóxicos e transgênico podem ser barreira para exportação para Europa.,

A ministra de Agricultura Katia Abreu veio à Bruxelas esta semana com uma difícil missão: convencer os europeus a aumentarem as exportações brasileiras de produtos agropecuários por meio da assinatura de um acordo sanitário entre Brasil e a União Europeia (UE). Pelo twitter, a ministra se mostrou otimista com a recepção das autoridades europeias no Parlamento Europeu e na Comissão Europeia -instituições fundamentais para criação e execução das leis na UE. Os europeus, porém, também sinalizaram que não estão dispostos a abrir mão de certas regras de vigilância sanitária, sobretudo no que diz respeito ao uso de agrotóxicos e a produção de alimentos transgênicos –amplamente difundidos no Brasil.