
Porque não plantar hortas em garrafas PET
Questionamento sobre o uso de materiais industrializados modernos sintéricos como receptáculos para plantar hortaliças.
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Questionamento sobre o uso de materiais industrializados modernos sintéricos como receptáculos para plantar hortaliças.

Entrevista que acaba demonstrando como as transnacionais querem sempre impedir, com suas garras, que a verdadeira agricultura de alimentos tenha presença nos organismos internacionais.
Matéria que nos traz aquilo que representa o 'sonho' dos que praticam o agronegócio brasileiro. Ele está completamente fundado na ideologia, criada pelos estadunidenses, do 'agribusiness'. Nela a vida, em todas as suas formas, está, pura e simplesmente, a serviço do capital. Mesmo que isso leve à trágica situação que vivem hoje, as populações do icônico 'Corn Belt' (Cinturão do Milho) onde o câncer e muitíssimas outras síndromes atacam tanto o povo do campo como da cidade. O centro-oeste, a Amazônia, o Cerrado, o sudeste e agora o sul do Brasil, estão sendo, paulatina e inexoravelmente, contaminados, envenenados, por essa visão de mundo. Mesmo com a recusa da União Europeia de receber a carne brasileira, pela contaminação irresponsável de antibióticos, todos os encandilados supremacistas brancos que invadiram, a partir da ditadura militar, todos os espaços antes livres da doença do lucro, nem se abalam em refazerem suas crenças nessa doutrina estadunidense. Mas infelizes somos nós, o povo em geral, que, por ignorância, fica com os rejeitos dos portentosos do Hemisfério Norte.
Matéria que mostra como se pode estar integrado à Vida e produzir alimentos que serão expandidos da mesa de comer da família do agricultor para a mesa de comer dos consumidores. Aqui o que se planta é para comer e não só para vender!
Matéria que nos mostra uma pesquisa onde se combinam agrotóxicos, um herbicida, componente do agente laranja da guerra do Vietnã - 2,4-D, e um inseticida extremamente tóxico. E o fertilizante seria a vinhaça, resíduo orgânico que sobra a produção de cana de açúcar. Demonstra como a vinhaça por si só já um produto muito exigente para se decompor nos lençóis hídricos e torna-se mais tóxico com os resíduos dos dois venenos agrícolas. Insanidade e violência do agronegócio!
Sem dúvida que esse é o verdadeiro caminho que nos leva ao conceito integral de 'agricultura'. Como? Simplesmente porque é o único meio de produzir alimentos na essência onde agricultura é 'cultura no campo'. É o espaço onde a cultura das pessoas que se determinaram a compartilhar a mesa de sua cozinha, onde sua família se alimenta, com aqueles que não têm condições de produzirem seus alimentos. Saudáveis, nutritivos, limpos, e principalmente, integrados com todas as forças vitais de todos os elementos, visíveis e invisíveis. É neste momento onde há a conexão do sagrado da Vida que se estende a cada folha, raiz, semente, fruto e todas as partes da biodiversidade que empregamos para nos mantermos vivos e saudáveis. É com profundo respeito e amor universal que honramos todas as pessoas que se permitem se integrar com a Vida e através de seu ofício, disponibilizarem para nós aquilo que não conseguiremos acessar se não for através delas.
Texto não só reflexivo mas determinante. Somente no segundo mandato de Lula, lá por 2008, foi que o Brasil ficou definitivamente sabendo de que mais de 70 a 75% do vai para mesa de cada um de nós, vem da agricultura familiar, orgânica ou não. Ou seja, do que aqui se trata e que a autora denominou de campesinato. São os nossos camponeses, aqueles que ainda resistem a violência de toda ordem, que nos alimentam, principalmente os que vivem nas cidades. E, sem dúvida, a maioria é advinda do êxodo rural que começou, efetivamente, depois do golpe de 64. Foi neste período que chega ao país a 'modernização da agricultura', fundada na doutrina da 'revolução verde'. E quem chega com ela, através do RS: o cultivo da soja. Os chamados estados com produção agrícola viviam ainda os ciclos, principalmente do café e da cana. E com os militares, os que começaram o êxodo no sul, foram os 'pioneiros' da devastação da Amazônia e como sequência, do Cerrado, nos últimos anos. Assim, o texto que fala do mundo, mostra o quão pernicioso é o agora chamado 'agronegócio'. E que seria melhor identificado como um 'ogronegócio' e mesmo um 'necronegócio' pela morte que está em seu bojo. E como um tacão que aprisiona nossos corações e mentes através da falácia do 'agro sendo pop e tec', estamos cegos e impotentes. Estamos muito longe do campo, da natureza e da Vida, em suma. Mas colhemos, como resultado, de nossa ignorância, em todo o mundo, os altos níveis de cânceres, de autismo, em nossos jovens, e de demência, em nossos velhos.
Observa-se que essa matéria é 2014. Ou seja, há 11 anos! E pode-se constatar o que se afirmava naquela época. Agora depois destes anos, nada se fez. Muito ao contrário. O Brasil como exemplo, vem aumentando violentamente a invasão nas terras do norte e nordeste, esclarecendo: Amazônia e Cerrado, com plantios típicos do agronegócio além do aumento exponencial de criações, totalmente agressivas e imediatistas, de gado. Além disso, os últimos tempo tem sido também devastadores no Pampa sulino, com uma voracidade como se estivéssemos no fim dos tempos e por isso temos que ser rápidos e inconsequentes. Mas então aquilo que era futuro, hoje é realidade: conforme o MapBioma devemos ter, agora no Brasil entre 60 milhões e 135 milhões de hectares de vegetação nativa com algum grau de degradação, sendo que para o governo federal, as áreas degradas estaria em torno de 40 milhões de hectares. Vale ressaltar que se considera que para safra de grãos para 2025, está se girando em torno de 80 milhões de hectares. Dá para ver como o processo agrícola brasileiro atua?
Excelente e didática forma de valorizar a biodiversidade, mas ainda é algo antropocêntrico. Ou seja, eu é que determino o que plantar e quais plantas. Mas quem quiser conhecer uma verdadeira agricultura ecológica, onde a própria vida se auto administra com as parcelas onde coloco minhas culturas, basta acessar no nosso website o texto: 'Agricultura ecológica: pura e simplesmente'. Aí sim vai ver como é a relação do agricultor com todas as formas de vida que estão aí junto com ele. O que não significa que colocarmos plantas e flores outras que não são as 'ervas nativas' -nunca daninhas- seja um erro ou equívoco. Biodiversidade sempre será a riqueza, exatamente da diversidade.
Excelente reflexão sobre o que está por trás da expressão 'agronegócio'. Todos nós que somos bombardeados por todos os tipos de meios sobre esta forma de denominar o processo agrícola, precisa-se sim dar uma elucidação do que está praticando no campo. É claro que usar as expressões que nós também usamos de denominar a monocultura de commodities de 'ogronegócio' e/ou 'agronecrócio' é uma forma de caracterizar de que o que vem se fazendo na produção de commodities uma verdadeira guerra contra a vida e todos nós. Ao mesmo tempo frisamos que também concordamos que nossa posição jamais representará de que poderia haver um 'agronegócio bom' e um ruim. Para nós, todos são ruins apesar de existirem alguns casos no Brasil onde, mesmo com monocultura e ser de commodities, são feitos até orgânicos, torna toda essa forma de produção 'ruim' já que nunca são dirigidas para alimentar a população e sim usar a terra somente para gerar dinheiro e só em benefício de alguns.
Texto didático que nos coloca frente ao que a chamada 'Revolução Verde', do pós-guerra, através das fundações norte americanas que, usando um slogan falacioso de que viriam para 'matar a fome do mundo', transformam completamente a produção de alimentos para a produção de 'dinheiro'. E no que resultou? No grande engodo para iludir as populações de que o aumento da produção, representaria o aumento da produtividade. Mentira! E pior foi que delapidaram a qualidade intrínseca dos alimentos, mas elevaram a dependência e a subserviência dos agricultores de um lado e dos consumidores do outro e o resultado é esse: alimentos sem qualidade nutritiva e por isso cria-se o que se chama de 'fome oculta". Nutre? Não o consumidor, mas as corporações da Big Agr. No entanto, tanto o agricultor como o consumidor pode escolher outros caminhos. Mas, para isso precisa saber e é isso que texto nos ajuda a entender o que ocorre.
Com o dramático desenlace do 08 de janeiro, todas as falsidades, artimanhas e derrocadas que a doutrina 'bolsonaro' desvelou, mostra quão triste e desafiadora é a situação nacional. E o mais incrível é que com todas as provas e testemunhos, com atos e fatos inquestionáveis, o atual Congresso e mesmo grande parte da população brasileira, fortemente ligada aos fundamentalistas cristãos , estão ambos totalmente contaminados por essa ideologia. E o que fazem? Trancam e atravancam o país, com sua venal postura ainda duvidando de tudo o que se mostra cada vez mais claro. E o Congresso é o grande palco da apropriação de todos os recursos que deveriam ser da população brasileira, passando a serem o 'patrimônio' dos congressistas que egoisticamente se apropriam do país. O carnegão desse tumor infecto, sem dúvida, que está fundado no militarismo da pior qualidade por ser completamente contra os interesses do povo e da nação. E como se apresentam? Ludibriando boa parte da população defendendo a continuação do discurso de que a ditadura é o melhor caminho para a libertação nacional. E hoje tudo se mostra de maneira explícita pela degradante ideologia que mobiliza o chamado 'agronegócio' que para nosso site será melhor caracterizado como 'ogronegócio/agronecrócio'. Sim, porque a devastação e a destruição que está na prática cotidiana dessa visão de mundo, é o que fundamenta a doutrina da colonialidade, inspirada no supremacismo branco eurocêntrico que nos coloca como país, totalmente de joelhos para o grande capital internacional, gestado nos países do hemisfério norte. Com sua visão de serem 'gente da mercadoria', deixarão a miséria e a devastação como herança para as futuras gerações não tão longínquas que não sejam os nossos filhos e netos. Estes todos são os que roubam o futuro de todos nós!