Estoques de peixe estão no limite.
Estudo mostra que 30% das populações de peixes estão próximas da extinção. No Brasil, pescadores já sentem os efeitos e especialistas culpam a extração descontrolada.
Estudo mostra que 30% das populações de peixes estão próximas da extinção. No Brasil, pescadores já sentem os efeitos e especialistas culpam a extração descontrolada.
"Há que reconhecer que estamos dentro de um círculo vicioso do qual não sabemos como sair. Devemos produzir para atender o consumo e criar postos de trabalho. Quanto mais consumimos, mais empobrecemos a natureza. Mas chegará o momento em que ela não aguentará mais. Por outro lado, se pararmos de consumir, fecham-se fábricas, cria-se desemprego, surge fome e miséria e estoura a convulsão social. Para onde vamos? Quem o saberá exatamente?", escreve Leonardo Boff, teólogo, filósofo e escritor, em artigo publicado no Jornal do Brasil, 22-07-2012.
Enquanto estas linhas são escritas, chove há quatro dias em Goiânia – quando há 30 anos as chuvas no período de estiagem (de abril a setembro) eram tão raras que até nome tinham as duas habituais: “chuva das flores” e “chuva do caju”.
Pinheiros solitários em meio aos campos são sobreviventes da ação do homem. A araucária existe no Sul do Brasil há 280 milhões de anos, mas chegou ao século XXI ameaçada de extinção. As florestas se transformaram em lavouras ou foram devastadas para a exploração da madeira. Agora, técnicos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente tentam mudar esta realidade.
A destinação inteligente do lixo úmido já é realidade em várias empresas do Brasil. Uma delas consegue faturamento médio de R$ 100 mil por mês.
"É possível o pacto entre o cordeiro (ecologia) e o lobo (economia)? Tudo indica que é impossível", pergunta e responde Leonardo Boff, teólogo, filósofo e escritor, ao comentar os resultados da Rio+20. Segundo ele, "podem agregar quantos adjetivos quiserem a este tipo vigente de economia, sustentável, verde e outros, que não lhe mudarão a natureza. Imaginam que limar os dentes do lobo lhe tira a ferocidade, quando esta reside não nos dentes, mas em sua natureza. A natureza desta economia é querer crescer sempre, a despeito da devastação do sistema-natureza e do sistema-vida. Não crescer é prescrever a própria morte. Ocorre que a Terra não aquenta mais esse assalto sistemático a seus bens e serviços".
Belgrado, Sérvia, 4/7/2012 – A biodiversidade está cada vez mais ameaçada em torno do Rio Danúbio, “o Amazonas da Europa”. O espírito lucrativo está passando por cima da necessidade de proteger os recursos naturais da região. Áustria e Croácia participam de um importante projeto para “corrigir” o serpenteante curso do Danúbio, para facilitar a passagem dos navios comerciais que seguem rumo ao Mar Negro.
A questão ambiental é também uma questão social. A conclusão é da Royal Society, a mais conceituada academia científica do Reino Unido.
Estudo de doutorado do Instituto de Biologia (IB) mostrou que a restauração da Mata Atlântica, de algumas áreas no entorno de Campinas, é possível, mas esse processo pode ser lento e necessita de uma manutenção e monitoramento de longo prazo, adverte Letícia Couto Garcia, autora da tese. “Essas áreas devem ser constantemente reavaliadas a fim de constatar o que precisa ser melhorado para intervir no caminhar dessa recuperação”, afirma ela. Os resultados mais significativos da pesquisa se relacionaram às funções que as espécies desempenham nessas áreas e ao número de espécies.
"A Rio+20 mostrou que os países industrializados não querem abdicar da sua posição; os países emergentes querem alcançar os industrializados; e os países pobres querem ser emergentes. Enquanto não houver entendimento acerca dos limites do planeta, inútil pensar em justiça social e desenvolvimento econômico. Por conseguinte, o ambiente é mais importante que o social e o econômico, já que sem ele não se pode encontrar solução para os outros dois. Por outro lado, o conceito de ecodesenvolvimento parece ser o mais correto enquanto tática e estratégia", escreve Leonardo Boff, teólogo, filósofo e escritor, ao reproduzir um artigo de Arthur Soffiati.