Mudanças Climáticas: Por que apostar nos saberes ancestrais

Sem questionamentos supremacistas: o Brasil não pode mais abdicar dos saberes de quem vive há séculos nesse continente e que não o invade. Os povos originários, sempre desprezados e humilhados, mostram para os que têm por prática a invasão, a agressão, a submissao e o esbulho, que o futuro de todos somente acontecerá quando todos os que aqui habitam realmente cheguem nesse espaço geográfico chamado Brasil. Os tempos que os invasores têm passado por aqui não tem sido de harmonia e integração, nem com os espaços, nem entre eles e os povos originários. Até quando? Quando o último dos invasores for embora ou desaparecer? Leia mais

Agricultura: Em meio à tragédia ambiental no RS, senador Irajá Abreu articula para anistiar a grilagem de terras no Congresso

Olhem quem é um dos senadores da República! Uma pessoa que é conhecida como ‘capitão do desmatamento’. Deve fazer parte, logicamente, da ‘bancada ruralista’. E percebam o que ele propõe. Simplesmente, como o ex-capitão, tornar tudo o que é ilegal e criminoso em legal e honesto. Quem seria nesse caso o verdadeiro criminoso? Que usando a falta de compreensão dos conterrêneos do Tocantins, elegem e ainda por cima como senador um personagem como esse. E é ainda filho da ex-senadora e ex-ministra da agricultura, e do PT, hein!! Kátia Abreu. Em função da última observação da matéria, fica uma dúvida no ar: esse cidadão tem tido uma vida pública ilibada tanto em seu estado como no país? Será que é dessa estirpe de políticos e cidadãos que o nosso país precisa para dar um passo a frente? As respostas ficarão na dependência do que aquele que responder tem dentro de seus princípios, o que entende e sente por Ética. Leia mais

Agricultura: O grileiro, esse velho personagem que molda o mapa do Brasil a sangue e destruição

Sempre o que nos indigna é a falta de ética das áreas da Justiça e das administrações públicas, municipais, estaduais e federais que não aceitam a ‘invasão’ de terra do MST que dizem que eles querem se apropriar dos meritocratas latifundiários ou que as tem especulação imobiliária e convivem, placidamente, com a grilagem! Enquanto aqueles ‘invadem’ terras produtivas que estão improdutivas, abandonadas, reservadas, exatamente, para de forma COLETIVA, produzirem alimentos, dando guarida para centenas e milhares de pessoas e famílias que querem produzir comida. E sempre voltada, muito mais do que para si, para os urbanos e a sociedade em geral. Já os grileiros querem a terra para, em seu individualismo, movidos pela ganância da colonialidade, sustentados pelo supremacismo branco eurocêntrico, dentro da ideologia do capitalismo indigno e cruel, produzirem ‘commodities’. Ou seja, mercadorias, destacada e acintosamente, voltadas para a exportação para os ex Impérios Coloniais porque lá tem dinheiro e poder. E a sociedade brasileira, com que fica? Com a devastação, as queimadas, a terra arrasada do agronegócio seja da soja, do algodão, da pecuário ou outra cultura. E além do mais essa ‘invasão’ dos grileiros são sobre terras públicas que estão reservadas para o interesse de toda a sociedade brasileira, além da planetária, por serem reservas ecológicas e que harmonizam a voracidade do capitalismo indigno, ao absorverem tanto o carbono produzido além de serem espaços onde a biodiversidade e todos os seres que ali vivem, estão integrados com o ambiente. E mais ainda violento é quando os grileiros querem ‘se apropriar’ das terras ancestrais dos nossos irmãos os povos originários que deveriam estar com todo o território nacional por viverem nesse continente, desde eras centenárias senão milenares. E então, quando vamos colocar todos os grileiros para correr e respeitarem o que é verdadeiramente do interesse coletivo de toda a sociedade? Leia mais

Emergência climática: “O crescimento de políticos populistas negacionistas é um risco enorme”.

Pelo menos três aspectos terríveis destacamos no dito pelo grande cientista que é Carlos Nobre e que já vínhamos expondo em nosso website com a mesma intensidade que ele frisa: políticos populistas negacionistas, em nosso ver, a autoproclamada bancada ruralista de todas as legislaturas estaduais e federal; ressalta de que o Rio Grande do Sul é o estado que abriga o maior número de negacionistas no Brasil (e o centro-oeste e Goiás com seu governador que é mais extremado do que o do RS?); e, por fim destaca o agronegócio. Para nosso website, esses três destaques feitos, leva-nos à compreensão de que o RS realmente é o celeiro dos devastadores da Amazônia e do Cerrado, ideologica e praticamente. Nunca esquecer que a soja chega ao Brasil pelo RS no final dos anos 60. E também jamais esquecer que é o lugar de nascimento do maior número de militares ditadores brasileiros que devastaram com sua visão de mundo, nosso país entre 60 e 80 do século XX. E, sem compreendermos porque, é exatamente a maioria dos integrantes das três Forças militares onde repousa o vírus do negacionismo que vem infestando nosso país. Quanto ao agronegócio, veio conjuntamente com a soja onde estava imbutida praga do ‘agribusiness’ dos EUA e praticado sem esse nome pelo sul. E quando a ideologia se instala será exatamente pelas mãos dos sulistas (dos estados do RS, SC e PR) que foram transferidos para invadir o Cerrado e a Amazônia. Aqui no RS essa transferência de gente começa pelos que estavam nas margens das rodovias, como em Encruzilhada Natalino, no início de 80. Foram expulsos da terra pela imposição da revolução verde entre final de 60 e início de 80 que estava colada com a soja. Sem condições de acompanharem toda sua parafernália, tiveram que entregar suas terras. E os militares-ditadores, como medo do ‘comunismo’, tentaram transferir todo esse povo acampado nas rodovias para a nova fronteira agrícola como foi o RS em meados do século XIX com a vinda dos alemães e dos italianos. Agora o novo ‘eldorado’ é a Amazônia. Mas muitos se recuram a ir e ficaram e junto com os que retornaram mesmo na contramão da ditadura, formaram um movimento que depois se chamou de Movimentos do Sem Terra. E a reforma agrária que poderia ser a grande geradora de alimentos para a sociedade e não de commodities de expostação do agronegócio, não acontece como deveria e com isso estamos vivendo toda essa distopia sócio-econômico-ambiental que se constata de norte a sul e de leste a oeste em todo o país. Leia mais

Emergência climática: O que o desmatamento da Amazônia tem a ver com as cheias no Rio Grande do Sul?

Ontem publicamos as reflexões da historiadora Maria da Glória que trazia uma percepção de que viemos tratando o ambiente do Rio Grande de forma equivocada quando o Imperador português invasador durante o século XIX, simplesmente enxotou os povos originários porque vinham com a visão de mundo superior por ser eurocêntrica e cristã. Mas desta ação que estava assentada na arrogância do supremacismo branco eurocêntrico abriu espaço para um tempo de ilusão de que os superiores eram superiores mesmo. E assim, muito mais do que só no Rio Grande do Sul e no Brasil, todas as Américas e espaços planetários que os supremacistas tocaram, abriram a Caixa de Pandora. E agora anos e mesmo séculos depois, a humanidade vive toda a distopia que a ganância levou a transformarem seu deus branco cristão em amarelo do ouro e com isso tudo foi sendo varrido pelas piores situações de relações entre todos os seres, onde a devastação e o extermínio estão na ponta de todas as suas lanças e suas espadas que nada mais são do que cruzes. E daí, qual a contribuição do Rio Grande do Sul, nessa distopia? Simplesmente porque pela absoluta ausência de integração com a verdadeira terra onde pisaram também os que aqui invadiram, diferentes dos ciclos coloniais das capitanias hereditárias em toda a costa brasileira, progrediram com a eliminação de todas as florestas que poderiam gerar o amarelo do ouro. E daí o rodo foi indo até a soja, no final dos anos sessenta, e com ela a transposição dos desterrados pela revolução verde que vinha imbutida nela, fez com que os ditadores militares, a maior parte gaúchos com sobrenomes europeus, resolvessem levar esses desterrados para o ‘inferno verde’ da amazônia. Principalmente por medo tanto do ‘comunismo’ como da visão da teologia da libertação esses autocratas novamente invadiam outra área habitada por originários, ‘inferiores e pagãos’. E nessa nova Caixa de Pandora está acobertado o terror dos últimos 30 anos: o malfadado agronegócio. Essa invasão estava prenhe e gestando a doentia visão liberalista dos supremacistas brancos eurocêntricos da América do Norte. E é desta forma que estamos nessa transição entre a cegueira da arrogância de que os seres humanos, individualistas, quando brancos e eurodescendentes são não só superiores como donos como os português do XV de todos os espaços onde vivem há séculos os povos originários dos Impérios Coloniais. E essa é a colheita que o povo faz de todos os agronegócios que os supremacistas fazem! Para entendermos isso basta ler os posicionamentos destes cientistas que nos mostram o que tem nas Caixas de Pandora dos supremacistas. Leia mais

Emergêcia climática: Há duzentos anos…

Ao se ler o texto da historiadora, pode-se constatar de como chegaram os europeus, desde o século XV, em nossas terras. Vieram não para ficar, mas para explorar o ‘eldorado’ para depois de enriquecerem, voltarem para seus torrões natais, agora sim para não passarem fome nem ficarem na periferia da sociedade excludente europeia. Vê-se que nunca nem se interessaram em se integrar com os povos que já viviam aqui há séculos. E assim continua até os dias de hoje. Basta ver como se invadiu a partir da ditadura militar, entre os anos 60 e 80 do século XX, todo o bioma do Cerrado e da Amazônia. Nunca procuraram ver como os povos se integravam como os ambientes, até para construirem uma troca de conhecimentos e possibilidades de não devastando, agregar conhecimentos que poderiam alavancar os saberes tradicionais. Esses diferentes dos brancos nunca desrespeitam os aspectos essencias de todas as Vidas que formam cada um dos ecossistemas que integram os riquíssimos e belíssimos biomas que moldam as nossas paisagens. E tem sido ainda muito pior do que se disse até aqui. Além de não se integrarem com os ambientes e os povos, ainda tiveram a firme intenção não só de arrasar com os espaços naturais, mas eliminar, literalmente, todos os povos originários. Temos convivido há séculos com assassinos supremacistas brancos que se apropriam do bem comum de todos os brasileiros para seu exclusivo desfrute. E deixam atrás de si uma tal paisagem que, por total desequilíbrio ambiental, quando não são os próprios que a devastam, favorecem que ações naturais como agora as climáticas, acabem se transformando em algozes de vastos ecossistemas como está acontecendo no Rio Grande do Sul. Quando os eurodescendentes se convencerão de que não são mais europeus, mas sim brasileiros para que possamos ter uma sociedade mais inteligente por acolher todas as diversidades que nosso país dispõe, tanto de gente como de vida natural? Leia mais

Emergênica climática: O “maluco” Lutz já alertava, e ele tinha razão

Talvez se o Lutz, agora, tivesse a oportunidade de ouvir de novo o Ailton Krenak teria entendido que os tempos de hoje não são mais de ecologistas que ainda veem a ‘natureza’ como algo a ser ‘defendido’. Penso que compreederia que mais do que ecologia, os dias de hoje é de todos tornarmo-nos Seres Coletivos. Exatamente como o Krenak coloca não como uma proposta humanista, filosófica ou espiritual, mas como uma maneira simples e humilde de ser e estar no mundo. Somente mais um Ser, dentre todos os outros que vivem no Planeta, que está, visceral e emocionalmente, integrado com todos os outros. Ou seja, todos estão no mesmo plano, ninguém é mais ou menos do que os outros. E a convivência com tudo seria entendido como divino e telúrico. Só isso! Indo além da ideia que Lutz trazia, nos termos europeus, da convivialidade, imaginado por Ivan Illich que pensava numa sociedade mais voltada para o ser humano. Krenak vai mais fundo ao se colocar somente como mais um Ser entre todos os terráqueos Leia mais

Emeregência climática: Como as alterações climáticas estão provocando uma epidemia global de problemas de saúde imunitária e como travá-los

Uma matéria como essa de uma médica que atua exatamente nessa área, destaca, como faz, o que representa para a sociedade como um todo, os efeitos sobre sua saúde das mudanças climáticas. É uma joia. Estimula-nos a pensar como, individualemente, podemos agir dentro de nossas limitações, para contribuirmos efetivamente para aplacar esses prognósticos sobre essas realidades extremas do clima. Vivemos, no aqui e agora, plasmadas no Rio Grande do Sul/Brasil e Afaganistão, concomitamentemente, essas enchentes arrasadoras. Assim essas informações aqui compartilhadas por essa médica, ratifica todas as outras que tratam desse mesmo tema. Temos que nos insurgir contra esse paradigma do supremacismo branco eurocêntrico que se considerando efetivamente superior, faz ouvidos moucos inclusive para cientistas de sua mesma civilização porque não interessa à doutrina do capitalismo indigno e cruel saber dessas ‘coisas’. Mostra que não enxerga um palmo além de seu nariz, a não o dinheiro a quem devota todo seu amor, sua competência, seus saberes e sua visão de mundo. Até porque muito dos atuais ‘donos do mundo’, cinicamente, não sofrerão os efeitos nefastos de suas ações irresponsáveis e criminosas. Ou porque já terão morrido ou porque terão condições de criar seus oásis para desviarem e/ou suportarem aquilo que a população planetária sofrerá, indefesa, em sua própria carne. Leia mais

Saúde: Manteiga versus margarina: qual é a pasta mais saudável?

É incrível como um mídia da dimensão da BBC ainda perde tempo tentando fazer comparação entre manteiga e margarina. Principalmente quando lá no Reino Unido, a manteiga é um produto dos agricultores locais e a margarina vem de corporações transnacionais e de uma matéria prima que nem é cultivada lá: a soja. E pior, de soja transgência porque as corporações não devem ser seletivas em relação à origem nem da cultura nem de como é produzida. Por que será que esse tema vem assim tão de repente? Mas o que nos interessa é que está patente que a margarina exatamente ao contrário do que criminosamente, desde seu nascedouro nos EUA, era propagada e publicisada por fazer bem ao coração. Mas NÃO, provoca, SIM, doenças cardiovasculares. E é afirmado no texto de que sendo uma molécula que foi criada artificialmente, o corpo, como outas moléculas sintéticas que nos assolam, não consegue reconhecer isso que é estranho à vida da Terra. Enfim, chega de crueldade praticada por dinheiro. Vamos todos banir a marganina de tal forma que os órgão responsáveis por nossa saúde não tenham outra alternativa que não seja banir esses descabrados que a química aritificial tem assolado a humanidade, no último século. Leia mais

Saúde: Excesso de peso é novo normal com ultraprocessados

O mais incrível dessa matéria do jornal da USP é de que quem está sendo entrevistado é um médico brasileiro, conhecido e respeitado no mundo inteiro e nós, a maioria dos consumidores desse país, não o conhece. Isso pode não ser importante, mas desconhecermos o seu trabalho e mais ainda, sua proposta e suas discussões sobre nutrição, é imperdoável. E muitíssimo pior ainda é o país não estar seguindo tudo aquilo que paga para que ele faça: ciência e busca da saúde da população. Principalmente a mais pobre. Pois é justamente essa que mais vai no sentido completamente ao contrário daquilo que ele conhece, estuda, publica e prega. E mais ainda dramático é a área da saúde nacional não agir de acordo com tudo aquilo que ele descobriu e que o mundo mais inteligente porque segue a verdadeira ciência, sabe. Basta ver as matérias que seguem a essa e que tratam do tema. Vê-se que a grande mídia norte americana de onde vêm as corporações criminosas que engoliram e dominam os alimentos industrializados, torna público esse conhecimento científico e corporativo. Assim, não há mais o que negar: os ‘alimentos’ ultraprocessados, ou junk food=alimento lixo, são realmente um veneno e uma arma contra a saúde de todos. Inquestionavelmente. Está na hora de serem banidos, principalmente dos países mais carentes financeiramente. Leia mais