Saúde: Por que os jovens estão desenvolvendo câncer de cólon? Um herbicida comum pode estar relacionado, dizem cientistas.

O picloram mata as ervas daninhas, mas mantém a grama crescendo. andresr/Getty Images

https://www.businessinsider.com/young-colon-cancer-cause-scientists-point-to-picloram-2026-4

Hilary Brueck

21 abr 2026

[Nota do Website: Material importante porque nos estimula e reforça a nossa necessidade absoluta de irmos definitivamente em busca de alimentos orgânicos e reconhecidamente naturais. Será importante que se acesse aos dois links que abaixo no texto, a tradução destaca. Com o conhecimento do que os links trazem, somente irá confirmar nossa veemente recomendação de se buscar alimentos isentos de quaisquer tipos de ações dos agrotóxicos sintéticos. Nunca esquecer que a maioria já são reconhecidos como disruptores endócrinos um dos fatores que alteram a harmonia dos organismos favorecendo o aparecimento de cânceres, por exemplo. Devemos estar cada vez mais estarmos alertas, face a toda essa devastação e contaminação ambiental que vivemos nos dias de hoje].

  • Um novo estudo sugere que o aumento de casos de câncer de cólon em jovens pode estar ligado a um herbicida comum.
  • São necessárias mais evidências para estabelecer uma ligação definitiva entre o herbicida e o câncer de cólon em jovens.
  • É um primeiro indício do que pode estar por trás dessa tendência. Os cientistas também estão estudando infecções bacterianas.

Um novo estudo sugere que um herbicida comum pode estar ligado ao misterioso aumento global de casos de câncer colorretal em jovens (nt.: para se ter ideia no Brasil, acessar o link de nosso website).

Um estudo inédito, publicado na terça-feira na revista Nature Medicine, sugere que o picloram — um herbicida usado globalmente para matar plantas lenhosas e arbustos, preservando a grama — pode explicar o aumento da incidência de casos de câncer de cólon e reto em pessoas com menos de 50 anos.

O picloram não parece estar significativamente associado a casos de câncer colorretal em adultos com mais de 70 anos, que são os mais comuns.

José Seoane, biólogo computacional e autor principal do estudo, disse ao Business Insider que sua equipe se propôs a procurar “assinaturas” únicas de metilação do DNA em tumores de câncer colorretal, que podem ser influenciadas pelas coisas às quais somos expostos ao longo da vida.

Essas exposições podem deixar uma “impressão digital” reveladora na metilação do nosso DNA, o mecanismo que controla como e quando nossos genes são ativados e desativados.

Os casos de câncer de cólon em jovens tendem a apresentar “impressões digitais” de DNA ligadas a certas exposições.

A equipe de Seoane descobriu que certas “impressões digitais” apareciam no DNA de tumores jovens de câncer colorretal que eles estudavam, e essas impressões digitais foram relacionadas a exposições, incluindo:

  • Fumar
  • Dietas pobres, com falta de vegetais frescos, feijões, nozes e outros alimentos básicos “mediterrâneos”.
  • Obesidade
  • Nível de escolaridade (que também está ligado a dietas mais pobres)
  • E, finalmente, o herbicida picloram.

“Quando vimos o picloram, pensamos: ‘Ok, isso deve ser um engano'”, disse Seoane, pesquisador principal do Instituto de Oncologia Vall d’Hebron, em Barcelona.

Então, sua equipe decidiu procurar qualquer outra explicação para os resultados, mas eles “ainda não encontraram nada”, disse ele.

Em seguida, sua equipe verificou se esse mesmo padrão persistia em diferentes populações, comparando a incidência de câncer colorretal em jovens em sete estados americanos, incluindo Califórnia, Connecticut, Geórgia, Iowa, Novo México, Utah e Washington, com o nível de uso de agrotóxicos em cada condado. O sinal mais forte de todos os agrotóxicos associados a taxas mais altas de câncer de cólon em jovens foi o do picloram. (Em segundo lugar ficou o glifosato.)(nt.: destaque em negrito feito pela tradução por ser IMPORTANTÍSSIMO JÁ QUE A MONSANTO/BAYER E O SISTEMA, INCLUINDO O TRUMP, SEMPRE QUEREM CONTESTAR O IARC/OMS/ONU DE QUE É CANCERÍGENO).

Como este estudo é observacional, não pode provar que o picloram está causando os cânceres, e mais trabalho precisará ser feito para coletar amostras de tumores de pacientes jovens com câncer que viviam em áreas onde o picloram era amplamente utilizado.

“Pode ser que o local onde você mora ou o que você faz no trabalho esteja mais associado ao risco”, disse Seoane.

O picloram, desenvolvido na década de 1960, foi um dos muitos herbicidas usados ​​nos “agentes” que o exército americano empregou para desmatar durante a Guerra do Vietnã (nt.: era associado ao 2,4-D e o 2,4,5-T criando o icônico AGENTE LARANJA). Ele age interrompendo o funcionamento normal dos hormônios vegetais e pode persistir no solo por anos.

Outros cientistas estão investigando se as bactérias intestinais estão ligadas ao câncer de cólon em jovens.

Esta nova pesquisa sobre o picloram é apenas um primeiro indício, e muito mais pesquisas são necessárias para confirmar se ele está contribuindo para o câncer de cólon em jovens.

Pesquisadores do câncer têm se empenhado em descobrir os fatores ambientais que impulsionam o câncer de cólon em jovens, uma doença que vem aumentando há mais de três décadas. Em 2021, os EUA reduziram a recomendação inicial de rastreamento para colonoscopias de 50 para 45 anos, devido a essa tendência misteriosa, que, segundo especialistas, provavelmente é causada por uma combinação de fatores do estilo de vida moderno (nt.: jamais esquecer que aqui estão os ultraprocessados. Para se saber mais acessar ao nosso website).

Em abril passado, pesquisadores descobriram outra possível ligação entre o câncer de cólon em jovens e infecções por bactérias produtoras de colibactina no início da vida. É possível que probióticos especialmente desenvolvidos possam, um dia, ajudar a combater essa ameaça potencial.

“Tudo está em aberto neste momento”, disse a epidemiologista do câncer Rebecca Siegel, diretora científica sênior de pesquisa de vigilância da Sociedade Americana do Câncer, ao Business Insider.

Siegel, que não participou do estudo sobre o picloram, enfatizou que mais pesquisas serão necessárias para corroborar a descoberta (nt.: esse é o ponto mais indignante: mais pesquisas! E enquanto isso a população continua sendo envenenada por esses produtores tanto do agronegócio como dos pequenos contaminados por essa ideologia. Essa situação já atinge níveis de crime contra a humanidade). “Acho que este é um passo importante na investigação de novas exposições que podem estar contribuindo para o aumento”, disse ela.

Robin Mesnage, pesquisador visitante do King’s College London que estuda o microbioma intestinal, afirmou em comunicado que o estudo é “fascinante” e “bem feito”, mas também alertou que ele não comprova uma ligação definitiva entre o picloram e o câncer de cólon em jovens, já que a exposição ao herbicida não foi medida diretamente em nenhum dos pacientes estudados.

Ele afirmou que é possível que outras substâncias que historicamente eram misturadas ao picloram durante o processo de fabricação, como o conhecido carcinogênico hexaclorobenzeno/HCB (nt.: o maléfico inseticida organoclorado, conhecido entre nós como BHC, outro disruptor endócrino), também estejam envolvidas.

“É sempre importante lembrar que as exposições no mundo real envolvem não apenas o ingrediente ativo, mas também os coadjuvantes e os potenciais contaminantes”, acrescentou (nt.: outro aspecto importantíssimo já que desconhecemos quais são eles. O mesmo que acontece com os plastificantes como BPA e/ou ftalatos. Por exemplo, sabe-se que estão sendo agregados a certos agrotóxicos, os perfluorados/PFAS para que os venenos não ‘escorreguem’ das folhas, aumentando sua ‘eficácia! Sejam quais forem as folhas!).

Tradução livre, parcial, de Luiz Jacques Saldanha, maio de 2026

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