Saúde: Homens da geração Y enfrentam crise de baixa testosterona, alertam médicos.

Ilustração do The Epoch Times, Shutterstock

https://www.theepochtimes.com/health/millennial-men-face-low-testosterone-crisis-doctors-warn-5991250


George Citroner

07 mar 2026

[Nota do Website: Pronto! Agora está aí e é um fato irreversível para essas gerações que nasceram lá pelos anos 80. Se está assim com essa geração, imagina-se como estarão as gerações subsequentes. Há mais de trinta e tantos anos, já sabemos o que são as moléculas sintéticas que se comportam como disruptoras endócrinas. E cada vez cresce mais a identificação de, aparentemente, TODAS SEREM AGRESSORAS DO SISTEMA ENDÓCRINO! Já, 1996, no livro “Our Stolen Future’ -em português “O futuro roubado’- constatava e proclamava de que essa realidade estava, não só por vir, mas que já era uma realidade. E assim nesse momento, como uma profecia, se revela! E foi essa realidade que nos levou a construir esse website e nele viemos publicando tudo o que nos chegou às mãos e que predizia esse fato agora inconteste. E mais recentemente, o livro da Dra. Shanna Swan, ‘Count down-…”, JÁ PUBLICADO EM PORTUGUÊS, nos mostra desde 2020, essa situação com os jovens homens. Se continuarmos a fazer ouvidos moucos e seremos negligentes, do que seremos acusados pelas gerações que estão vindo depois de nós?].

Seu celular, sua comida e seu gel de banho podem estar conspirando contra seus níveis de testosterona. Pelo menos, é o que um número crescente de urologistas vem dizendo a seus pacientes mais jovens.

Homens na faixa dos 30 e 40 anos estão chegando às clínicas de urologia com perfis hormonais que antes seriam considerados normais em homens com o dobro da idade. Os médicos afirmam que o padrão é novo, os números estão piorando e as causas estão bem à vista.“Nunca vimos um declínio tão grande nos níveis de testosterona, na função sexual, na qualidade e na quantidade de espermatozoides em homens na faixa dos 30 e 40 anos, em comparação com gerações anteriores à geração do milênio”, afirmou Geo Espinosa, médico naturopata e urologista integrativo certificado, ao apresentar suas descobertas no recente Simpósio de Saúde Integrativa. “Eles estão sofrendo em silêncio — e não estou usando meias palavras, esta é uma crise absoluta.”

Um declínio silencioso na testosterona

A testosterona — o hormônio responsável pela libido, massa muscular e vitalidade geral — está diminuindo em taxas que os especialistas descrevem como alarmantes. Alguns homens na faixa dos 30 anos apresentam níveis tipicamente associados a homens de 60 ou 70 anos

A baixa testosterona (hipogonadismo) é prejudicial para homens jovens porque esse hormônio funciona como um regulador essencial da saúde física e mental. Embora os níveis diminuam naturalmente de 1 a 2% ao ano após os 30 anos, níveis anormalmente baixos em homens mais jovens podem desencadear um ciclo vicioso de problemas metabólicos, sexuais e psicológicos.

Pesquisas recentes confirmam esse declínio adicional, independente da idade, nos homens.

Uma queda modesta de cerca de 1% por década é considerada normal com a idade, mas pesquisadores e médicos afirmam que esse nível basal está sendo drasticamente reduzido em homens mais jovens devido a uma convergência de fatores: sono inadequado, obesidade, síndrome metabólica e exposição diária a substâncias químicas ambientais.

O problema costuma ser invisível em exames laboratoriais padrão. Muitos homens afetados apresentam níveis de testosterona total dentro da normalidade, mascarando uma deficiência de testosterona livre — a forma biologicamente ativa que o corpo realmente consegue utilizar.

Espinosa incentivou os médicos a olharem além dos painéis padrão e avaliarem a testosterona livre juntamente com a saúde dos receptores hormonais e as proporções de testosterona para estradiol.

A maioria dos homens que ele atende relata baixa libido, disfunção erétil e sinais precoces de problemas na próstata — sintomas que frequentemente lhes são atribuídos ao estresse ou considerados normais para a sua idade.

O Problema da Tela

Espinosa destacou o papel da tecnologia no agravamento do declínio hormonal, particularmente a sobrecarga digital e a privação de sono.

Homens na faixa dos 30 e 40 anos frequentemente relatam passar até nove horas diárias em seus celulares, navegando em redes sociais ou assistindo a pornografia — hábitos que inundam o cérebro com dopamina, dessensibilizando as vias de excitação e interrompendo os ciclos de sono.

Mesmo uma semana sem dormir pode reduzir a testosterona em homens jovens em 10 a 15%, e a exposição constante a telas e atividades digitais noturnas interfere na produção de melatonina, que é crucial para o sono e a regulação hormonal.

“Os níveis de testosterona são mais altos em homens que, no geral, são mais saudáveis”, disse o Dr. William T. Berg, professor assistente de urologia na Stony Brook Medicine e diretor do seu Programa de Saúde Masculina, ao The Epoch Times. “O sono é importante para a saúde geral, e isso está diretamente ligado à testosterona.”

Homens que sofrem de distúrbios do sono, como a apneia obstrutiva do sono, que causa despertares noturnos frequentes, muitas vezes apresentam níveis reduzidos de testosterona, observou ele.

Berg alertou que ativar o modo noturno no celular não é suficiente, já que a luz ainda incide diretamente nos olhos.

“E ainda tem toda essa coisa de redes sociais e a ansiedade que vem com os celulares, e-mails e mensagens de texto, né?”, acrescentou Berg. “Tudo isso contribui para o nosso estilo de vida atual e para a queda dos níveis de testosterona.”

O que contém o seu plástico?

Um aspecto preocupante dessa situação envolve o que os homens estão absorvendo sem saber. Os ftalatos e parabenos, que Espinosa descreveu como “disruptores endócrinos”, interferem nos receptores hormonais do corpo. Esses produtos químicos, encontrados em plásticos, produtos de higiene pessoal e até mesmo em alimentos processados, podem bloquear a produção de testosterona e aumentar a atividade do estrogênio, prejudicando ainda mais a saúde hormonal.

Infelizmente, vivemos em um ambiente muito tóxico e só agora estamos começando a entender o que isso significa” (nt.: destaque dado pela tradução para ressaltar a tragédia de estamos ‘agora’ em cima da deficiência dos jovens constando o que já se sabe desde o final dos anos 80! Somos, sem dúvida, criminosos em relação a essas gerações que estão vindo depois de nós!), disse Berg.

“Estamos expostos a microplásticos e diferentes compostos plásticos há décadas.”

Ele mencionou um estudo de 2024 que encontrou microplásticos em tecidos testiculares caninos e humanos e disse que, embora os pesquisadores não compreendam completamente seus efeitos no corpo, devemos presumir que eles tenham algum efeito.

Além dos microplásticos, ele apontou para os alimentos que consumimos.

“O que chamamos de alimentos ultraprocessados”, disse Berg. “Isso não é natural, acho que é meio óbvio para todo mundo, os Cheetos vermelhos e laranjas provavelmente não são saudáveis. Nossos corpos não foram projetados evolutivamente para… lidar com esse tipo de ataque químico.”

Aumento dos casos de câncer de próstata ou parte de um padrão maior?

Paralelamente à queda dos níveis de testosterona, as taxas de câncer de próstata estão aumentando.

De acordo com o relatório de estatísticas sobre câncer de próstata de 2025 da Sociedade Americana do Câncer, os diagnósticos de câncer de próstata aumentaram 3% ao ano a partir de 2014, após uma queda de 6,4% ao ano na década anterior — com os aumentos mais acentuados observados em casos de doença em estágio avançado, que cresceram 6,2% ao ano.

As duas tendências — a queda nos níveis de testosterona e o aumento das taxas de câncer — podem parecer relacionadas, mas a relação é mais complexa do que aparenta.

“A causa do câncer de próstata não está necessariamente ligada à testosterona em si”, disse Berg.

Homens que tomam altas doses de testosterona suplementar para tratar uma deficiência, não parecem apresentar taxas mais elevadas de câncer de próstata, observou ele.

“Mas se bloquearmos os níveis de testosterona, tornando-os muito baixos ou próximos de zero, isso ajuda a controlar o câncer de próstata”, acrescentou Berg. “Portanto, se os níveis de testosterona fossem mais baixos, as taxas de câncer de próstata deveriam diminuir, mas não é o que acontece.”

O que ambas as tendências podem ter em comum, sugeriu ele, é uma causa primária comum: a exposição crônica a toxinas ambientais, a má nutrição e a deterioração mais ampla da saúde metabólica que caracteriza a vida moderna. “Estamos cada vez mais expostos a mais toxinas, mais produtos químicos e alimentos de pior qualidade”, disse ele.

O que os médicos estão recomendando

Espinosa defende a realização de exames preventivos em homens da geração millennial, incluindo a verificação dos níveis de testosterona livre, antígeno prostático específico (PSA) e marcadores de saúde metabólica. A intervenção precoce pode prevenir problemas mais graves, como o câncer de próstata, que, segundo ele, tem apresentado um aumento nos casos agressivos entre homens com menos de 55 anos.

Ele recomenda que os profissionais de saúde considerem a realização de exames de PSA de rotina a partir dos 40 anos, especialmente para homens com histórico familiar da doença. Modificações no estilo de vida, suplementos específicos e medidas para reduzir a exposição a fatores ambientais são estratégias essenciais para reverter o declínio dos níveis de PSA.

Espinosa incentivou homens e profissionais da saúde a manterem diálogos honestos e sem julgamentos sobre hábitos digitais, toxinas ambientais, sono e saúde hormonal. Ele enfatizou que abordar esses fatores interconectados de forma holística pode restaurar a vitalidade e prevenir consequências para a saúde a longo prazo.

Tradução livre, parcial, de Luiz Jacques Saldanha, março de 2026

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