Saúde: Estudo descobre que fórmulas infantis nos EUA geralmente contêm contaminantes

Imagem em destaque de Lucy Wolski via Unsplash + 

https://www.thenewlede.org/2025/03/us-baby-formula-contaminants

Douglas Main

19 mar 2025

[NOTA DO WEBSITE: Mais uma, e mais uma, e mais uma e assim vai … matéria que fala de como os produtos que estão vindo da Big Pharma e/o Big Food estão contaminando nossas crianças. Por quê? Simplesmente porque nós, irresponsavelmente, não estamos buscando as informações verdadeiras e compassivas de órgãos da sociedade civil que estão, esses sim por sua conta, buscando proteger todos nós das garras das corporações dominadas pelo mais vil capitalismo indigno e cruel que assola a humanidade].

Uma nova investigação que testou 41 tipos de fórmulas infantis em pó vendidas nos EUA descobriu que cerca de metade dos produtos continham níveis preocupantes de contaminantes, incluindo chumbo, arsênio, substâncias perfluoroalquiladas e polifluoroalquiladas (PFAS), bisfenol A (BPA) e acrilamida.

“Milhões de pais dependem de fórmulas infantis durante os primeiros meses importantes da vida de seus bebês e merecem ter acesso a produtos seguros, saudáveis ​​e nutritivos”, disse James Rogers, diretor de testes de segurança de produtos da Consumer Reports, a organização sem fins lucrativos que realizou a investigação, em um comunicado.

Aparentemente em resposta ao relatório, a FDA anunciou na terça-feira que a agência estaria “tomando medidas para aprimorar seus esforços para garantir a qualidade contínua, segurança, adequação nutricional e resiliência do fornecimento doméstico de fórmulas infantis”.

“A FDA usará todos os recursos e autoridades à sua disposição para garantir que os produtos de fórmula infantil sejam seguros e saudáveis ​​para as famílias e crianças que dependem deles”, disse o secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert Kennedy Jr., na declaração.

Esse anúncio segue a decisão recente da administração Trump de dissolver dois comitês consultivos de segurança alimentar que forneciam aconselhamento científico e recomendações à FDA e outras agências federais. Um dos comitês, o National Advisory Committee on Microbiological Criteria for Foods (NACMCF), estava se preparando para divulgar um relatório motivado por um surto bacteriano em fórmula infantil em pó de setembro de 2021 a fevereiro de 2022, com recomendações sobre como evitar surtos futuros.

Arsênio, um carcerígeno, foi um dos contaminantes mais comumente encontrados nos produtos testados pela Consumer Reports. A investigação encontrou o nível mais alto de arsênio inorgânico no EleCare Hypoallergenic da Abbott Nutrition, com 19,7 partes por bilhão (ppb), e o segundo mais alto no Similac Alimentum, com 15,1 ppb, também feito pela Abbott, uma das principais empresas do mercado de fórmulas infantis.

Abbott disse à organização em um comunicado que a empresa tinha preocupações sobre a metodologia do estudo, que metais pesados ​​estão amplamente presentes no meio ambiente e que essas substâncias “podem estar presentes em pequenas quantidades em produtos alimentícios, incluindo todas as marcas de fórmulas infantis e até mesmo no leite materno”.

Chumbo também foi comumente encontrado em produtos de fórmulas infantis testados. Embora não haja um nível seguro de chumbo e mesmo níveis baixos possam ser prejudiciais às crianças, de acordo com os Centros de Controle de Doenças, o metal é difícil de evitar totalmente, pois está frequentemente presente no solo.

Os testes da Consumer Reports encontraram chumbo na fórmula em níveis que variam de 1,2 ppb a 4,2 ppb, o que está abaixo das diretrizes definidas pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA. Mas em 18 dos produtos, havia chumbo suficiente para se aproximar do nível de dose máxima permitida (MADL) mais conservador definido pelo California Office of Environmental Health Hazard Assessment.

Pelo menos um tipo de PFAS também foi encontrado em quase todos os produtos. Embora preocupante, o impacto dessa descoberta é menos claro, já que esses “químicos eternos/forever chemicals” são tão difundidos e já que a maioria dos produtos químicos PFAS identificados na fórmula são mal estudados. No entanto, em vários produtos, os pesquisadores encontraram perfluorooctanossulfonato (PFOS), que foi classificado como “possivelmente cancerígeno para humanos” por um grupo internacional de pesquisa sobre câncer.

“Não acredito que os pais possam escolher uma maneira de se livrar dos PFAS na dieta de seus filhos. É mais uma mentalidade de estar mais próximo de zero que precisamos começar a adotar quando se trata de PFAS nos alimentos”, disse Courtney Carignan, epidemiologista ambiental da Michigan State University, ao Consumer Reports.

No entanto, usar um filtro que efetivamente remova o PFAS da água usada para fazer a fórmula é uma boa medida a ser tomada, disse Carignan.

Especialistas também observam que água da torneira fluoretada não deve ser usada para fazer fórmula infantil, porque é improvável que isso traga benefícios aos bebês e isso tem sido associado ao comprometimento do desenvolvimento neurológico (nt.: como sempre estamos frisando, toda essa trágica realidade está em nosso website, destacando o documentário ‘Amanhã, seremos todos cretinos?’).

Tradução livre, parcial, de Luiz Jacques Saldanha, março de 2025

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