PFAS: Substâncias químicas “eternas” encontradas em 98,8% das amostras de sangue humano testadas.

(www.kaboompics.com/Pexels)

https://www.sciencealert.com/forever-chemicals-found-in-98-8-of-human-blood-samples-tested

David Nield

13 mai 2026

[Nota do Website: Um dado aterrador! Quase 100% das pessoas amostradas, num número compatível com os resultados, estão contaminadas por vários membros da família dos perfluorados, os PFAS, tidos como ‘químicos eternos/forever chemicals’, nos EUA. Agora muito pior que isso, e que a matéria não traz, é a pergunta: quantas das pessoas eram mulheres? E delas, quantas estavam no início da gravidez? E sendo moléculas ‘eternas’, como estarão contaminados os embriões de hoje e os de amanhã? Quantas crianças nascerão com retardo mental? Todos sabemos que o flúor desloca o iodo, elemento chave dos hormônios da tiroide e que são imprescindíveis para a formação do sistema nervoso central dos embriões. Sim, no nosso ponto de vista, esse é um crime corporativo que envolve todas as autoridades que não eliminam nem condenam as corporações, 3M e DowDuPont que geraram esses monstrengos. É o mínimo que nos vem em nossa compreensão].

Os “químicos eternos/forever chemicals” anteriormente associados a múltiplos problemas de saúde estão realmente em toda parte: eles foram detectados em 98,8% das 10.566 amostras de sangue testadas em um novo estudo nos EUA.

Tecnicamente, os químicos “eternos” são substâncias perfluoroalquiladas e polifluoroalquiladas (PFAS), e existem mais de 15.000 conhecidas pelos toxicologistas. O apelido “eterno” refere-se à sua resistência à degradação e à sua persistência no meio ambiente.

Amplamente utilizados em uma grande variedade de processos de fabricação por décadas, esses produtos químicos chegaram aos nossos alimentosao nosso abastecimento de água e aos sistemas ecológicos do planeta.

Já sabíamos que os PFAS podem infiltrar-se no corpo humano. Nesta nova análise, pesquisadores do NMS Labs, um laboratório de toxicologia nos EUA, quiseram investigar quantas combinações diferentes de PFAS estão presentes no nosso sangue.

Os dados deste relatório foram obtidos a partir de 10.566 amostras de soro e plasma enviadas ao NMS Labs na Pensilvânia para testes de PFAS.

“Este extenso conjunto de dados fornece um panorama do mundo real de como vários PFAS ocorrem comumente juntos em pessoas”, afirma a toxicologista Laura Labay, dos NMS Labs.

Embora o conjunto de dados utilizado não especifique se várias amostras foram coletadas da mesma pessoa, ele representa uma grande amostra da população dos EUA, que os pesquisadores analisaram usando painéis de teste de PFAS já existentes.

“Ao identificar esses padrões de exposição compartilhados, o estudo oferece uma melhor compreensão do que a exposição generalizada e combinada a PFAS pode significar para a saúde humana”, acrescenta Labay.

Os pesquisadores descobriram que apenas 0,18% das amostras continham um único composto PFAS. A maioria das amostras continha uma mistura complexa de múltiplos compostos PFAS.

“A avaliação de misturas químicas é crucial na análise de efeitos biológicos devido às potenciais interações aditivas, sinérgicas ou antagônicas”, escrevem Labay e seu colega toxicologista dos NMS Labs, Lee Blum, em seu artigo.

Muitos dos mesmos PFAS foram encontrados na grande maioria das amostras de sangue. Um dos produtos químicos, o ácido perfluorohexano sulfônico (PFHxS), usado em têxteis, móveis e adesivos (nt.: destaque em negrito dado pela tradução para mostrar alguns dos produtos de consumo cotidiano que têm essas moléculas), foi detectado em 97,9% das amostras testadas.

Preocupações com a saúde relacionadas ao PFHxS – incluindo seus efeitos demonstrados em estudos com animais sobre o fígado e o sistema imunológico – significam que seu uso em muitos países agora é restrito ou totalmente proibido, mas o dano pode já ter sido feito.

É provável que a maioria das pessoas já tenha sido exposta a uma ampla gama de PFAS, enquanto os pesquisadores ainda estão tentando descobrir os efeitos cumulativos de  múltiplos produtos químicos PFAS.

À medida que os PFAS são produzidos e utilizados, eles podem migrar para o solo e para a água. ( MI DEQ )

“Essas descobertas reforçam a ideia de que a exposição a PFAS raramente ocorre na forma de compostos isolados”, afirma Labay.

“Em vez disso, os indivíduos normalmente carregam cargas corporais compostas por cinco ou mais PFAS com diferentes propriedades de bioacumulação e meias-vidas.”

“A alta prevalência e consistência de combinações específicas de PFAS destacam a importância da interpretação baseada em misturas na biomonitorização, especialmente considerando o potencial dos PFAS de afetar múltiplos sistemas biológicos no corpo.”

Os pesquisadores testaram principalmente 13 dos PFAS mais comuns, portanto, os resultados provavelmente subestimam a carga química total.

No entanto, vale a pena ter em mente que este estudo não mediu os níveis de PFAS – apenas se eles podiam ou não ser detectados por espectrometria de massa.

Ainda não está claro quanta exposição a substâncias químicas persistentes seria suficiente para nos causar danos (nt.: como essas moléculas são disruptores endócrinos sua ação sobre as glândulas tireoides se dá em níveis infinitesimais. Sempre lembrar que afetando a tiroxina, interferem na formação do sistema nervoso central dos embriões, podendo gerar retardo mental. Ver o documentário no link). O que sabemos até agora sobre os efeitos dos PFAS vem de modelos celulares e animais, além de estudos observacionais, e as evidências estão se acumulando.

Estudos associaram os PFAS ao envelhecimento celular aceleradoa alterações cerebrais e a um risco maior de alguns tipos de câncer – embora uma relação direta de causa e efeito ainda não tenha sido estabelecida (nt.: PARA TANTO, PARA SABER, BASTA VER O LINK ACIMA NA NOTA DA TRADUÇÃO).

Parte do problema é que os PFAS são muito úteis. Eles protegem os produtos da água, do calor e do óleo, mas esses benefícios também significam que levam muito, muito tempo para se decompor quando chegam ao meio ambiente.

Órgãos reguladores e governos estão levando os potenciais perigos a sério, mas proibir o uso desses produtos químicos persistentes, encontrar substitutos seguros ou removê-los do meio ambiente é um desafio – embora não seja impossível (nt.: aqui não se deve ter em conta sua impossibilidade ou não. PELOS EFEITOS ENDÓCRINOS QUE CAUSAM DEVEM SER BANIDOS AQUI E AGORA!)

O que essas novas descobertas mostram é a extensão do problema e a quantidade de combinações diferentes de substâncias potencialmente tóxicas com as quais estamos lidando: mais de 70 combinações únicas de PFAS foram detectadas nos dois painéis de teste utilizados.

“Esperamos que essas descobertas ajudem a orientar os esforços futuros de avaliação de risco, a direcionar pesquisas sobre misturas nocivas de PFAS e, em última instância, a apoiar orientações clínicas e de saúde pública mais claras”, afirma Labay (nt.: será que esses cientistas conhecem o documentário acima destacado?).

Tradução livre, parcial, de Luiz Jacques Saldanha, maio de 2026

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