
Emergência climática: Cerrado enfrenta a pior seca em pelo menos 700 anos
Enquanto a União Europeia dá uma reviravolta civilizatória na busca de caminhos mais 'verdes', o Cerrado brasileiro é o maior palco do espetáculo da devastação ...
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Material importantíssimo porque demonstra como as mudanças climáticas transformam-se em emergência verdadeira. Por que? Simplesmente porque são pequenos agricultores, os agricultores familiares e também os agricultores orgânicos que trazem mais de 70% do que os consumidores urbanos têm como alimento. Não é o agronegócio que alimenta o mundo. O agronegócio, além de ser devastador e prenhe da ideologia do supremacismo branco, em todo o planeta, é produtor de commodities insumos que sustentam os chamados alimentos ultraprocessados. Sim, pode-se dizer que produzem a carne e o arroz, mas o restante é só mercadoria. E essa realidade não é só brasileira, hoje se sabe que são os considerados pequenos que em todo o mundo -frisamos-, em todo o mundo que produzem o que temos majoritariamente em nossas mesas familiares.

Enquanto a União Europeia dá uma reviravolta civilizatória na busca de caminhos mais 'verdes', o Cerrado brasileiro é o maior palco do espetáculo da devastação ...

Documentário de 2016, mas fundamental de se conhecer pela importância do tema, depois de Greta Thunberg.
Apesar de ser indiscutível que precisamos encontrar outras formas da humanidade se posicionar no Planeta, os supremacistas brancos de todas as origens, continuam a desprezar a Criação, com suas vicissitudes, tentando bajular, prostrar-se e submeter a todos ao seu deus, o dinheiro. Mesmo que isso represente a eliminação de todos, incluindo a eles. Cegos. Não se emocionaram nem se sensibilizaram com toda a presença de tantas outras humanidades que estão mostrando a todos que independente de seus deuses, a vida humana deve estar acima dos interesses fugazes e passageiros do poder do dinheiro. Quando abrirão, mais que os olhos, os corações?
Mesmo que ainda esteja na visão de que o que originário, inclusive os seres locais, sejam humanos e não humanos, não 'resolvem' a sobrevivência econômica e humana de determinados ambientes, essa alternativa proposta, ainda reconhece a força da Vida. Ainda a natureza precisa ser 'arranjada' para dar certo. É louvável porque pelo menos, integra os seres vivos, num simulacro de floresta, e agrega espécies locais, em vez da devastadora ação de aniquilamento de tudo o que não for gerador de 'dinheiro', na atual visão míope supremacista branca antropocêntrica e eurocêntrica, deixando para trás o deserto e a morte.
Que magnífica notícia! Aqui se percebe de maneira claríssima as diferentes visões de mundo. De um lado, o imigrante, que não é do local para onde vai, e por isso não tem nenhuma relação profunda com os espaços. Já de outro, o povo originário que sabe onde está. Vive, visceralmente o sentimento ecológico. Sabe-se que a palavra ecologia vem do grego e é a união de duas expressões: oiko=casa, ambiente, e logos=conhecimento. E aqui mostra como os imigrantes supremacistas brancos eurocêntricos, jamais serão 'ecológicos', afinal onde chegam não é sua casa e por isso não a conhecem! Daí vem a devastação, a destruição, a degradação e a exclusão. Assim, só podemos honrar os originários que nos ensinam onde estamos.
A intolerância do supremacismo branco que foi do sul e sudeste para a Amazônia, com a ação efetiva dos ditadores militares brasileiros, demonstra essa realidade de forma dramática. E pode-se ter essa percepção quando se compara com a ida dos povos do nordeste na época do ciclo da borracha. Esses vieram a transformar depois nos ribeirinhos e mesmo nos seringueiros que geraram os espaços extrativistas, mas sempre honrando a floresta. Já os atuais invasores, somente devastam, desmatam, queimam e destroem tudo o que é original e natural. E assim nem têm a capacidade de reconhecer o valor étnico e cultural dos povos originários que são e estão integrados à floresta.
Aqui é mostrado como existem soluções mais simples e práticas do que se poderia imaginar. Essa é uma maneira de se buscar alternativas que tragam progressivamente alterações na atual inércia global.
Enfim até a mídia convencional passa a reconhecer a magnitude da presença e da importância dos nossos povos originários, inclusive para a preservação dos estados do sul e sudeste, onde vivem em sua maioria, os tais que adoram a doutrina da colonialidade e praticam, de maneira tosca, o capitalismo cruel e indigno. E mais, são as regiões onde estão os que mais desprezam os nossos conterrâneos originários que permitiram, por sua cultura e modo de vida, o extraordinário esbulho destes supremacistas brancos eurocêntricos. Triste, e cínico, 'cristianismo'.
Mesmo com todo o esforço tanto de cientistas brasileiros e internacionais, como de ONGs nacionais, no sentido de se dar outro caminho para as 'ocupações'='devastações' da Amazônia, Pantanal e Cerrado, se não houver uma reversão da ideologia capitalista, cruel e indigna, fundada na colonialidade que domina todos os estratos sociais brasileiros, não haverá esperanças.
Notícia trágica. Se, pelo menos, essa devastação tivesse revertido em benefício da maioria da população, mesmo dramática, ainda teria tido algum sentido, mas enriquecer meia dúzia de pessoas que só produzem 'commodities' para os Impérios Coloniais, torna esse fato mais cruel ainda.
Incrível como a globalidade e a integração total do Planeta torna-se cada vez mais inquestionável de que todos habitamos a mesma 'casa'! Óbvio? Não. Basta ver o que os países do hemisfério norte vem fazendo com suas tecnologias que constatam ser poluentes e/ou avassaladoras. Acham que vão ficar isentos de suas nefastas poluições se transferirem para outros espaços do Planeta, suas horríveis fábricas e seus danosos agrotóxicos, por exemplo. Agora se constata o que os chamados 'fogos selvagens/wild fires' do Canadá, por exemplo, estão impactando todo o globo, a começar pelo hemisfério norte. Dá, como isso, para se entender o que o 'ogronegócio/agronecrócio' faz com as queimadas no norte, nordeste e centro-oeste, sem contar com os que fazem nos outros biomas brasileiros?
Como todas as gerações que vieram desenrolando a história da humanidade, depois da IIª Guerra Mundial, a partir dos anos 40 do século XX, foram tão tacanhas, egocentradas, avoadas, irresponsáveis, inconsequentes, ingênuas e egoístas que nem se deram 'ao trabalho' de observarem o que estavam fazendo com o planeta que agora este é o seu legado para o futuro: a provável impossibilidade de se viver no Planeta Terra!