
Crédito: Getty Images/Unsplash+
https://www.ehn.org/plastics-human-health-burden
Equipe de Ciências da Saúde Ambiental
06 mar 2026
[Nota do Website: Para se ter a realidade, acesse ao texto original publicado pelo periódico científico, caso duvide o que traz esse resumo do estudo tornado público. Está mais do que no tempo de banirmos as resinas plásticas de nosso cotidiano. E não é muito difícil fazer-se algo para essa interrupção. Não desanimemos nem nos apequenemos!].
Em um estudo recente publicado pela revista The Lancet Planetary Health, pesquisadores examinaram os custos para a saúde dos poluentes liberados pelos plásticos ao longo de todo o seu ciclo de vida e enfatizaram a necessidade de políticas internacionais que reduzam a produção de plástico.
Resumidamente:
- Cada etapa do ciclo de vida do plástico contribui para ameaças à saúde humana, incluindo aquecimento global, poluição do ar, câncer e doenças, sendo a produção primária de plástico e a queima de plástico as que causam os maiores danos.
- Os autores estimaram que a manutenção do ritmo atual de produção de plástico resultaria em 83 milhões de anos de vida ajustados por incapacidade (uma medida dos anos de vida saudável perdidos devido a incapacidade ou doença) adicionais entre 2016 e 2040.
- De todas as intervenções modeladas, restringir a produção primária de plástico foi a maneira mais eficaz de reduzir os impactos na saúde, sendo substancialmente mais eficaz do que melhorar a gestão de resíduos e a reciclagem isoladamente.
Citação principal:
“Os esforços para combater a poluição por plásticos apenas através da gestão de resíduos ignoram ou subestimam os riscos para a saúde relacionados com as alterações climáticas, a poluição atmosférica e a toxicidade química, perpetuando consequências adversas para a saúde.”
Por que isso é importante:
Estima-se que 57 milhões de toneladas de poluição plástica sejam geradas globalmente a cada ano. O Tratado Global sobre Plásticos da ONU — que visa combater a crise do plástico em escala internacional — chegou a um momento crítico, com a sexta rodada de negociações terminando sem consenso no ano passado. Até o momento, o processo tem sido severamente prejudicado pelas tentativas de alguns Estados-membros (incluindo os EUA) de restringir o escopo do tratado para focar principalmente na gestão de resíduos e excluir considerações sobre saúde humana ou limites na produção futura de plástico. Cientistas têm enfatizado como o tratado pode ser uma ferramenta significativa para reduzir a poluição plástica e proteger a saúde humana, desde que inclua soluções que abordem todo o ciclo de vida dos plásticos e exijam reduções ambiciosas na produção de novos plásticos.
Mais recursos: A Coalizão de Cientistas para um Tratado Eficaz sobre Plásticos é uma rede internacional de especialistas científicos e técnicos independentes, criada para garantir que o Tratado sobre Plásticos seja baseado em ciência precisa e atualizada. Seu site inclui fichas informativas, resumos de políticas e outros recursos sobre os efeitos ambientais e na saúde causados pelos plásticos.
Tradução livre, parcial, de Luiz Jacques Saldanha, março de 2026