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PFOA polui o ar, a água potável e o alimento. Em dois estudos piloto, cientistas encontraram o PFOA em água encanada, no ar livre, feijão, maçãs, pão e carne moída, de Toronto, no Canadá à Florida nos EUA. A 3M detectou
PFCs em todas as cidades. Os resultados da primeira análise foram
finalizados exatamente oito dias depois da 3M anunciar a eliminação
do Scotchgard (em maio de 2000). A companhia
apresentou os dados mostrando a contaminação dos PFCs nos rios e lagos
sendo que alguns deles são utilizados como fonte de água para beber.
O PFOA ou outros PFCs foram encontrados em todos os quatro estados
avaliados: Georgia, Alabama, Flórida e Tennessee. Quatro meses depois
a 3M apresenta as análises mostrando os PFCs em água encanada em duas
das seis cidades avaliadas (Columbus, Georgia e Decatur, Alabama).
A 3M detectou o PFOA em Mobile River e na água encanada em Columbus,
Georgia. Como com
os estudos do sangue humano e depois os estudos com a vida selvagem,
a 3M encontrou novamente PFCs onde não esperava. Ela projetou o estudo
para incluir três cidades onde os PFCs foram fortemente empregados
(nas fábricas ou nas fontes das redes das cidades) e três onde o uso
comercial era em larga escala. As análises resultantes mostram a contaminação
com PFC em água de todas as seis cidades. [2] A verificação
dos alimentos adquiridos em seis cidades nos supermercados confirma
a contaminação ambiental anterior generalizada. Nas análises de carne
de gado, porco, galinha, cachorro quente, lampreia, ovos, leite, pão,
feijão e maçãs comprados nos mercados em Alabama, Tennessee, Georgia
e Flórida, a 3M encontrou o PFOA em 5% das amostras testadas. Dos
alimentos testados, a carne, feijão, maçãs e pães estão todos contaminados
com PFOA. Nas amostras
de ar os cientistas da Universidade de Ontário encontraram o PFOA
ou químicos que degradam até o PFOA na atmosfera – no centro de Toronto
e na área rural Long Point, Ontário. Os resultados dos
testes de efluentes das estações de tratamento de esgoto e da lixívia
de aterro de lixo obtidos pela 3M indicaram que a população está descartando
ou excretando quantidades significativas de PFOA. Os cientistas detectaram
o PFOA em todas as cidades analisadas nas amostras dos efluentes tratados
das estações de tratamento de esgoto, contaminação que provavelmente
se origina da excreção humana ou dos produtos de consumo escoados
e drenados pelos canos dos esgotos – outra fonte potencial de difusão
da contaminação do PFOA no ambiente. Também detectaram o PFOA em lixívia
dos aterros de lixo em duas das seis cidades testadas. Contaminação
da água encanada pelas fábricas da DuPont. "Através
dos anos, a DuPont trabalhou duro para reduzir o rastro de seus produtos
químicos." —Dupont, referência aos níveis de C-8 na água em Little Hocking, OH [5] Quando
forçada pelo estado a conduzir uma investigação mais apurada na água
de Little Hocking em 2002, a companhia verifica níveis de PFOA nas
fontes de abastecimento da cidade variando entre 0,495 e 8,58 ppb.
[6] Estas concentrações são significativamente maiores
do que os padrões internos de segurança antiquados da DuPont de 1
ppb. Mesmo a DuPont ter recentemente debatido por padrões de segurança
mais altos através de uma equipe de avaliação da água potável liderada
pelos reguladores de West Virginia, mas que inclui funcionários da
DuPont e consultores químicos da indústria. Como estes
químicos chegam em nossos alimentos, água e na lixívia dos aterros? Liberações ambientais. Em razão do PFOA não estar regulamentado
é legalmente liberado às fábricas da DuPont e da 3M em West Virginia,
North Carolina, Minnesota e Alabama, descartarem-no como poluição
do ar e da água; bem como às indústrias de carpetes, de roupas e de
papel na North Georgia, North Carolina e outros locais. A DuPont
estimou (note 1) que liberaram
de suas fábricas, da planta de Washington em West Virginia e da de
Chambers em New Jersey, um total combinado de 20 toneladas do PFOA
para o ar, 3.300 toneladas para a água e três toneladas nos aterros
em 1999. A 3M estima menores liberações de suas fábricas: em 1997
sua fábrica de Cottage Grove, em Minneapolis, liberou 3 toneladas
para a atmosfera, enquanto em 1999, duas fábricas de PFC liberaram
em torno de 2.300 toneladas para a água. [7] O resultado
imediato destas liberações ambientais pode ser vistas nas áreas do
entorno das fábricas de PFC. As águas superficiais no curso imediatamente
abaixo da fábrica Decatur da 3M, as concentrações de PFOA que foram
captadas, são de 1900 ppb e 1024 ppb. [8]
Em West Virginia, as fontes de produção que são utilizadas como suprimento
de água potável para a fábrica Washington da DuPont foram detectadas
concentrações tão altas quanto [1,9 ppb] de PFOA e os espaços junto
ao aterro e às áreas dos lagos de digestão chegaram a níveis tão altos
quanto 13.600 ppb. [9] Álcoois Fluortelômeros. Os álcoois fluortelômeros podem tornar-se
a fonte dominante de PFOA no sangue humano. Através dos estudos de
laboratório dos cientistas da indústria foi demonstrado que desde
1981 os álcoois fluortelômeros degradam-se no ambiente e nos organismos
em PFOA e compostos do tipo PFOA. (note
2) [10, 11] [Breakdown Study | Extract | Full Document] Os álcoois fluortelômeros foram encontrados
em produtos aparentemente inócuos tais como xampus e condicionadores,
produtos de papel preparados para contacto direto com alimentos, clareadores
de tapetes e mantas de lã, lubrificantes para bicicletas, utensílios
de jardins e zíperes. Apesar
de longas seções do documento tenham sido removidas, sob a alegação
de ser "Informação Confidencial de Negócios", numa recente
Apresentação sobre Telômeros da DuPont nos arquivos da EPA claramente
expressa a preocupação da DuPont sobre os fluortelômeros: "Nós estamos comprometidos e decididos
a permanecer nos negócios. — Atualização dos Gerentes de Produtos da
DuPont, 17.dez.2001.[12] [Excerpt] Referências: [1] 3M. 1999. Quality Assurance Project
Plan for Empirical Human Exposure Assessment Multi-City Sampling Task.
U.S. EPA Administrative Record AR226-0952. [2] 3M. 2001. Executive Summary: Environmental
monitoring - multi-city study water, sludge, sediment, POTW effluent
and landfill leachate samples. U.S. EPA Administrative Record AR226-1030a111.
[3] US Environmental Protection Agency (US
EPA) (2001). Analysis of PFOS, FOSA, and PFOA from various food matrices
using HPLC electrospray/mass spectrometry, 3M study conducted by Centre
Analytical Laboratories, Inc. [4] Martin, JW., Muir, DC., Moody, CA.,
Ellis, DA., Kwan, WC., Solomon, KR and Mabury, SA. 2002. Collection
of airborne fluorinated organics and analysis by gas chromatography/chemical
ionization mass spectrometry. Anal Chem 74(3): 584-90. [5] DuPont. 2002. c8 Inform. available online
at http://www.c8.inform.com/dww/plant%20communications/22103.html. [6] Association, LHW. 2002. Copies of Press
Releases from Little Hocking Water Association summarizing results
of C-8 levels in Ohio community water supplies (sampling rounds 1-7).
U.S. EPA Administrative Record AR226-1157. [7] US EPA (2002). Draft hazard assessment
of PFOA and its salts February 20, 2002. [8] 3M. 2001. Selected Fluorochemicals in
the Decatur, Alabama Area. US Environmental Protection Agency Administrative
Record Number AR226-1030a161. [9] Taft. 2002. Compilation of Historical
C-8 Data DuPont Washington Works Main Plant and Landfills. U.S. EPA
Administrative Record AR226-1194. [10] Services, PA. 2002. Biodegradation Study
Report: Biodegradation Screen Study for Biodegradation Screen Study
for Telomer Type Alcohols,. U.S. EPA Administrative Record AR226-1149.
[11] Hagen, DF., Belisle, J., Johnson, JD and Venkateswarlu,
P. 1981. Characterization of fluorinated metabolites by a gas chromatographic-helium
microwave plasma detector--the biotransformation of 1H, 1H, 2H, 2H-perfluorodecanol
to perfluorooctanoate. Anal Biochem 118(2): 336-43. [12] DuPont. 2001. DuPont Telomer Presentation.
U.S. EPA Administrative Record AR226-1042. Notas (note 1) (nota 1) Seção EPCRA
313 requer que fabricantes reportem liberações ambientais de somente
em trono de 650 diferentes químicos e o PFOA não é um deles. Estes
químicos podem ser encontrados no TRI
(Toxics Release Inventory List). http://www.scorecard.org/general/tri/tri_chem.html.
(note 2) (nota 2) Um estudo
subseqüente financiado pela 3M reportou que os fluortelomeros com
a fórmula geral CF3(CF2)nCH2CH2OH biodegradarão até o ácido perfluorado,
sais com a fórmula geral CF3(CF2)nCO2- e CF(CF2)(n-1)CO2-. Next page: PFCs in Animals
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