Mudanças climáticas: O 1% mais rico do mundo já consumiu uma parcela justa das emissões previstas para 2026, afirma a Oxfam.

Jatos particulares em um aeroporto no Arizona, EUA. Os super-ricos não são apenas responsáveis ​​pela maior parte das emissões de carbono, mas também investem nas indústrias mais poluentes. Fotografia: Ross D Franklin/AP

https://www.theguardian.com/environment/2026/jan/10/world-richest-used-fair-share-emissions-2026-oxfam

Rosie Peters-McDonald

10 jan 2026

[Nota do Website: Material que mostra que a desigualdade social e econômica vai muito além. Agora a desigualdade se mostra pela injustiça climática. Pelo que se constata, a situação que o planeta vive está muito além do que se poderia esperar daqueles que estão tendo maiores oportunidade de contribuir, positivamente, com a humanidade. Mas o que se vê, é exatamente o contrário. São os verdadeiros vilões em todos os níveis das possíveis desgraças que todo o planeta está prestes a viver. A derradeira transformação devastadora do clima com a derrocada da vida de todos os seres na Terra].

O 1% mais rico levou 10 dias, enquanto os 0,1% mais ricos precisaram de apenas três dias para esgotar seu orçamento anual de carbono, revela estudo.

Uma análise revelou que o 1% mais rico do mundo já consumiu sua parcela justa de emissões de carbono em apenas 10 dias de 2026.

Entretanto, os 0,1% mais ricos levaram apenas três dias para esgotar seu orçamento anual de carbono, de acordo com uma pesquisa da Oxfam.

A organização beneficente afirmou que os piores efeitos das emissões serão sentidos por aqueles que menos contribuíram para a crise climática, incluindo pessoas em países de baixa renda na linha de frente das mudanças climáticas, grupos indígenas, mulheres e meninas.

Os países de baixa e média renda são os que correm maior risco devido aos efeitos prejudiciais dessas emissões, com danos econômicos globais que podem chegar a 44 trilhões de libras esterlinas até 2050.

A Oxfam pediu ao ministro das Finanças britânico que “aumente os impostos sobre a riqueza extrema que polui o clima”, afirmando: “Os indivíduos e as empresas mais ricos detêm poder e influência desproporcionais”. A organização disse ainda que o 1% mais rico do Reino Unido produziu mais emissões de carbono em oito dias do que os 50% mais pobres em um ano.

Os super-ricos não só são responsáveis ​​pela maior parte das emissões de carbono, como também investem nas indústrias mais poluentes. Um bilionário possui, em média, uma carteira de investimentos em empresas que produzem 1,9 milhão de toneladas de CO₂ por ano – o equivalente aproximado às emissões anuais de 400 mil carros a gasolina.

Para se manter dentro do limite de aquecimento global acordado de no máximo 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, estabelecido pelo Acordo de Paris em 2015, o 1% mais rico da população mundial teria que reduzir suas emissões em 97% até 2030.

Beth John, consultora de justiça climática da Oxfam GB, afirmou que o governo do Reino Unido deveria concentrar-se nos maiores poluidores para limitar os danos causados ​​pelas emissões.

“No Reino Unido, foram perdidas repetidas oportunidades para que os mais ricos pagassem sua justa parcela pela ação climática, mas ainda há muito a ser feito”, disse ela. “Tributar de forma justa os maiores poluidores, como jatos particulares e empresas de petróleo e gás, é um ponto de partida óbvio para gerar os fundos necessários para a transição para um futuro mais justo e verde.”

Tradução livre, parcial, de Luiz Jacques Saldanha, janeiro de 2026

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