Saúde: Comissão adota proibição de Bisfenol A em materiais em contato com alimentos

Incrível, mas essa molécula já foi identificada como um disruptor endócrino no final dos anos 80 por Ana Soto e outros. Já viemos mostrando que molécula é essa há mais de duas décadas, mas só agora a União Europeia proíbe sua presença em alimentos. Quantas gerações já sofreram e sofrem por essa inércia. Na dúvida, as corporações sempre têm razão e os consumidores não. Até quando teremos que ter os efeitos dessas moléculas sintéticas atuando sobre os corpos dos seres vivos, impunimente?

Saúde: Comissão Europeia proíbe o Bisfenol A em materiais em contato com alimentos

Já era mais do que tempo da UE dar o exemplo planetário já que os países onde estão os supremacistas brancos eurocêntricos que seguem e doutrina da colonialidade e da imitação caricatural, como o nosso, talvez a mesma proibição acabe chegando por aqui também. E na imitação acabemos cuidados de todos os nascidos aqui e não só os eurodescendentes. Essa foi uma das primeiras moléculas artificiais que se identificou como disruptora endócrina. E isso foi há mais de 25 anos!

Bisfenol-A, usado em recipientes de comida, afeta fertilidade masculina.

O Bisfenol-A ou BPA é um composto químico que serve para diluir a resina de poliéster (nota do site: aspecto que amplia sua presença comprovada do policarbonato e do epóxi para todos os poliésters como o PET) a fim de torná-la mais líquida e facilitar sua laminação. Está presente em grande quantidade de recipientes alimentares e de bebidas, como mamadeiras, bem como em resinas de selagem dentária (nota do site: as obturações chamadas de 'resinas' brancas).

MPF/SP recorre para que Anvisa obrigue fabricantes a informar presença do Bisfenol-A (BPA).

A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), órgão do Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP), protocolou recurso de apelação contra a sentença da Justiça Federal que negou seu pedido de que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) seja obrigada a exigir que os fabricantes informem, ostensiva e adequadamente, a presença do Bisfenol-A (BPA) nas embalagens e rótulos que contenham essa substância em sua composição.