Relatório Especial: A campanha da Syngenta para proteger a atrazina, desacreditando as críticas.

Para proteger os lucros ameaçados pela ação judicial sobre o seu controvertido herbicida atrazina, a Syngenta Crop Protection iniciou uma campanha agressiva com milhões de dólares que inclui a contratação de agência de detetives para investigar cientistas de uma comissão federal de consultores e especialistas, além de vasculhar a vida pessoal e montar um perfil psicológico do cientista mais crítico da atrazina. A transnacional suíça de agrotóxicos também rotineiramente paga “aliados terceirizados” para parecerem ser apoiadores independentes à atrazina, além de manter uma lista de 130 pessoas que pode convocar como especialistas sem revelarem os vínculos que as une à transnacional.

Sapos feminizados, no entanto os efeitos da atrazina em humanos ainda é incerto.

A atrazina, um dos agrotóxicos mais largamente usado nos EUA, vem feminizando os sapos machos e outros animais conforme alguns estudos científicos. No entanto, pesquisas, examinando os efeitos potenciais em pessoas, são relativamente esparsas. Poucos estudos detectaram possíveis conexões entre a atrazina e as taxas mais altas de defeitos congênitos bem como a piora na qualidade dos espermatozoides masculinos. Contudo os cientistas dizem que mais pesquisas humanas são necessárias para se chegar a algumas conclusões.

Saúde: Substâncias químicas disruptoras endócrinas podem afetar a identidade de gênero?

Pelas informações que viemos tendo desde o início dos anos 90, do século XX, sobre os disruptores endócrinos, a humanidade não pode ficar estanque por ser um tema profundamente humano, sensível e problemático. Infelizmente tornou-se um grande tabu nas últimas décadas. Por que? Porque vem sendo usado tragicamente por grupos que podemos até considerar doentios, quando não respeitam a individualidade de cada um dos seres humanos. Mas, pelo que se observa no texto, a humanidade não pode ter receio. Estamos tratando de moléculas que interferem no sistema endócrino de todos os seres vivos. E o que nos deixa pasmo, é a indústria que já sabe dessa realidade há muito mais tempo do que a sociedade e a ciência, não ter excluído de nossas vidas essas moléculas. Como também ficamos perplexos como os organismos de todas as nações que deveriam cuidar da população e que também sabem o que elas causam, não terem imediatamente banidos da face da Terra essas abomináveis moléculas. Agora resta a cada um e todos nós sabermos disso e banirmos de nossa vida e de nossos descendentes, essas substâncias enquanto os que sintetizam, produzem e disseminam, não fazem.

Agrotóxicos: MPF cobra R$ 300 mi de indenização por uso de agrotóxico cancerígeno que contamina o Rio Dourados

Ação justa que vem do MPF de cobrar uma indenização pelo uso criminoso do herbicida atrazina. Temos muitas pesquisas científicas em nosso website que demonstram como ele age como um disruptor endócrino. Ou seja, interfere nos hormônios e, no caso dos anfíbios, vem feminizando os machos e com isso inviabilizando a permanência dos batráquios nos ambientes do planeta, sem excluir o mesmo tipo de interferência nos seres humanos, conforme alguns cientistas.

Saúde: Agrotóxicos e substâncias farmacêuticas detectadas em todo o litoral francês

Como sempre estamos reafirmando em nosso trabalho de que devemos estar total e completamente atentos a TODAS as moléculas artificiais. Elas não são somente agrotóxicos, plastificantes, conservantes e outras, mas destacadamente, são também MEDICAMENTOS. Aqui se contata como os tais 'medicamentos' de uso constante, como se inócuos fossem, presentes longe de onde foram usados. Estão no mar e nos animais marinhos que inclusive empregamos como alimento. Entendem o coquetel, enlouquecido, que vivemos? Nossos alimentos estão sendo contaminados não só porque aplicamos os produtos sobre eles, mas também, por não serem degradados como são os produtos naturais, chegando, no final, aos nossos alimentos mesmo nas profundezas dos oceanos.

Agrotóxicos: Dezenas de toneladas deles presentes nas nuvens sobre a França

A última afirmação do pesquisador é profundamente triste e revoltante! O que viemos fazendo com nosso belo Planeta? E dizemos isso não só sobre os agrotóxicos, mas sobre todas as moléculas sintéticas que nos dominam e invadem nossas vidas e nossos ambientes. A pergunta é: por que não temos um mínimo de humanidade e com simplicidade reconhecermos que erramos ao pretendermos 'sobrepujar' aquilo que arrogante e estupidamente achamos que haveriam 'erros' na natureza e por isso deveríamos 'corrigir' esses pretensos equívocos da Vida?

Saúde: Aumento de casos de câncer de tireoide em crianças está ligado à luz artificial e à poluição do ar

Uma informação que surpreende quanto à questão da iluminação artificial. Ficou-nos uma pergunta no ar. Se é um processo que está se intensificando nos últimos tempos, não poderia estar ligada essa iluminação artificial à troca das lâmpadas incandescentes pelo processo tecnológico essas lâmpadas 'modernas', frias? E outro aspecto que queremos destacar é o reconhecimento da influência dos disruptores endócrinos. E todos sabemos agora que muitas e muitas das moléculas sintéticas que nos envolveram cotidianamente, desde agrotóxicos a plásticos, são inquestionavelmente, disruptoras endócrinas.

Saúde: Novos dados mostram contaminação química generalizada da água potável

Parece que não se entender que as águas são os imensos espaços onde tudo acaba. E o mar não é o limite. Temos as evaporações e as circulações atmosféricas. Como se pode imaginar que se largando qualquer coisa em qualquer lugar, isso não circula por todo o planeta? Mas a mente limitada pela ideologia do supremacismo, amplificada pelo antropocentrismo, acredita, piamente, que está acima de qualquer vida real. E mesmo com os resultados inquestionáveis, a força da ideologia é maior do que a própria sobrevivência.